Aparência de justiça e justiça de Deus.

“Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de Jesus. Ele lhes disse: ‘vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece o coração de vocês’ ” (Lucas 16. 14, 15a. NVI).

Há os que falam das coisas de Deus e praticam atos de purificação cerimonial, mas não praticam a justiça de Deus e não têm nenhuma filiação com Deus Pai.

Quem é justo pratica a justiça de Deus por meio da fé.

A justiça de Deus começa com o fato de que as riquezas não nos pertencem; as riquezas pertencem a Deus.

Ninguém que possua riquezas pode ignorar a vontade de Deus para essas riquezas sem receber as consequências eternas de sua iniquidade.

“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo todos os dias.

Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico. Até os cães vinham lamber suas feridas.

Chegou o dia em que o mendigo morreu e os anjos o levaram para junto de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. No [inferno], onde estava sendo atormentado, ele olhou para cima e viu Abraão de longe com Lázaro ao seu lado. Então, chamou-o: ‘pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo’.

Mas Abraão respondeu: ‘filho, lembre-se de que durante a sua vida você recebeu coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Agora, porém, ele está sendo consolado aqui e você está em sofrimento. E além disso, entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem’.

Ele respondeu: ‘então eu te suplico, pai: manda Lázaro ir à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham também para este lugar de tormento’.

Abraão respondeu: ‘eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’.

‘Não, pai Abraão’, disse ele, ‘mas se alguém dentre os mortos fosse até eles, eles se arrependeriam’.

Abraão respondeu: ‘se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’ ” (Lucas 16. 19-31. NVI).

A justiça de Deus também aponta para o fato de que as pessoas não nos pertencem, as pessoas pertencem a Deus.

Ninguém que se relacione com uma pessoa pode ignorar que há a vontade de Deus para esse relacionamento.

“Quem se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher estará cometendo adultério, e o homem que se casar com uma mulher divorciada estará cometendo adultério” (Lucas 16. 18. NVI).

Os fariseus agiam como se as riquezas não fossem de Deus nem as pessoas, mas se justificavam diante dos homens com suas palavras e compromissos cerimoniais.

“[Mas] aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus” (Lucas 16. 15b. NVI).

Deus não quer saber da eloquência do meu discurso, nem do meu compromisso ritualístico.

Deus quer saber se o dinheiro que tenho está sendo administrado segundo a Sua vontade; Deus quer saber se nos meus relacionamentos eu honro a aliança fiz com Ele, praticando neles o Seu amor, pureza e fidelidade.

Não adianta dizer que amo a Deus, que sou cristão, se deixo o Lázaro moribundo que está à minha porta desassistido de minhas riquezas; não adianta ir ao culto dominical e repetir o “Pai Nosso” antes do jogo de futebol, se abandono o meu cônjuge por quaisquer motivos que não a imoralidade sexual.

Você ama a Deus? Então honre a Deus com suas finanças, administração e bens; cuide do seu cônjuge, ame-o e seja-lhe fiel, e viva seus relacionamentos com a integridade de Jesus Cristo.

“Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.

Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas? E se vocês não forem dignos de confiança em relação ao que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?

Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro. Vocês não podem servir a Deus e a Mamom” (Lucas 16. 10-13. NVI).

Aparência de justiça: a eloquência, a argumentação e os hábitos com verniz religioso.

Justiça de Deus: administração, mordomia e finanças, sexualidade e relacionamentos pessoais todos submissos ao Espírito de Deus pela fé.

“A Lei e os Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus e todos tentam forçar sua entrada nele.

É mais fácil os céus e a terra desaparecerem do que cair da Lei o menor traço” (Lucas 16. 16, 17. NVI).

Todos tentam forçar a sua entrada no Reino de Deus, mas ninguém consegue torcer os caminhos de Deus. Por mais forte que um homem seja, a porta de acesso para o Reino de Deus não pode ser quebrada, alargada, corrompida ou movida. Ela é a mesma e permanecerá assim para sempre. Para entrar, ele precisa se arrepender e abandonar sua rebelião contra o Unigênito Filho de Deus.

Aparência de justiça não é justiça de Deus. E sem a justiça de Deus, que é pela fé, ninguém herdará o Reino de Deus.

Arrependamo-nos todos! Pois o Reino de Deus está próximo!

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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