João Batista prepara o caminho do Salvador.

“Essas notícias sobre Jesus espalharam-se por toda a Judéia e regiões circunvizinhas.

Os discípulos de João [Batista] contaram-lhe todas essas coisas” (Lucas 7. 17, 18a. NVI).

Antes de refletirmos sobre as palavras de Jesus Cristo para e sobre João Batista, vamos olhar para João Batista, o profeta.

“No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia; Herodes, tetrarca da Galiléia; seu irmão Filipe, tetrarca da Ituréia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio.

Foi nesse ano que veio a palavra do SENHOR a João, filho de Zacarias, no deserto.

Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.

Como está escrito no livro das palavras de Isaías, o profeta: ‘voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para Ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplainados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus‘ (cf. Isaías 40. 3-5).

João dizia às multidões que saíam para serem batizadas por ele: ‘raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem frutos que mostrem o arrependimento. E não comecem a dizer a si mesmos: Abraão é nosso pai. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo’.

‘O que devemos fazer então?’, perguntavam as multidões.

João respondia: ‘quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo’.

Alguns publicanos também vieram para serem batizados. Eles perguntaram: ‘mestre, o que devemos fazer?’

Ele respondeu: ‘não cobrem nada além do que lhes foi estipulado’.

Então alguns soldados lhe perguntaram: ‘e nós, o que devemos fazer?’

Ele respondeu: ‘não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário’.

O povo estava em grande expectativa, questionando em seu coração se acaso João não seria o Cristo.

João respondeu a todos: ‘eu os batizo com água. Mas virá alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de desamarrar as correias das suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão, a fim de limpar sua eira e juntar o trigo em seu celeiro; mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga’.

E com muitas outras palavras João exortava o povo e lhe pregava as boas novas.

Todavia, quando João repreendeu Herodes, o tetrarca, por causa de Herodias, mulher do próprio irmão de Herodes e por todas as outras coisas más que ele tinha feito, Herodes acrescentou a todas elas a de colocar João na prisão” (Lucas 3. 1-20. NVI).

João Batista era descendente de Arão e, portanto, legítimo sacerdote para Israel; filho de um milagre, pois sua mãe, Isabel, era estéril e de idade avançada, quando Zacarias, seu pai, recebeu pela boca do anjo Gabriel a palavra de Deus de que ela ficaria grávida e assim aconteceu; e como Sansão, o juiz nazireu, não bebia vinho nem bebida fermentada.

Sobre ele repousava a promessa de que seria cheio do Espírito Santo desde antes do seu nascimento; que faria retornar muitos dentre o povo de Israel ao SENHOR, o seu Deus; e que iria adiante do Senhor Jesus Cristo no espírito e no poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor Jesus Cristo.

Sobre João Batista repousava a mão do SENHOR e ele era um homem justo e bom.

Ele foi chamado para também dar ao povo de Deus o conhecimento da salvação, mediante o perdão dos seus pecados, por causa das ternas misericórdias do Deus Eterno.

João Batista cresceu e se fortaleceu em espírito, vivendo no deserto até aparecer publicamente a Israel.

Para que fosse possível receber o Senhor Jesus Cristo, era necessário que se fizesse veredas retas para Ele.

O ponto zero, o marco que antecede a chegada do Salvador de Deus é o arrependimento dos Seus para o perdão dos pecados.

Isso significa que o arrependimento garante o acesso ao perdão que abre a pessoa para a salvação que nos alcança pelo Salvador.

Isso é grave, isso é sério, isso é o primeiro passo para dentro das boas novas de Deus, o caminho para a salvação e a cura de todo aquele que crê no Filho de Deus.

Primeiro os vales são aterrados, as montanhas e colinas, niveladas, as estradas tortuosas, endireitadas, e os caminhos acidentados, aplanados. E depois, toda a humanidade verá a salvação de Deus.

O arrependimento genuíno, que precede e acolhe a chegada do Cristo de Deus, dá frutos visíveis. E sem esses frutos não há salvação.

Não há como enganar a Deus. Sem arrependimento o que há é a implacável e merecida condenação e o inferno.

Por isso João Batista repreendia aqueles que queriam ser batizados por ele.

Quando nós, por meio das Escrituras, perguntamo-lhe, “João Batista, o que devemos fazer, então?”, ele nos diz pelo menos quatro coisas em suas respostas registradas nas Escrituras.

Em primeiro lugar, ele nos diz que todos os bens legítimos são de Deus e para Deus. E a vontade de Deus para eles é abençoar a todos.

Isso quer dizer que não se pode administrar quaisquer bens legítimos com a referência ilusória do indivíduo isolado sem implicação com seu próximo.

Essa referência é ilusória porque para Deus o que há é uma indiscutível solidariedade da raça humana. Não somos indivíduos, mas um corpo ligado e indivisível. Somos responsáveis pelo nosso próximo, assim como Caim foi responsável por seu irmão Abel, no princípio (Cf. Gênesis 4. 1-16).

Mas aqui essa responsabilidade se aplica focadamente ao dinheiro e os bens legítimos que, portanto, devem ser administrados em Deus para o bem comum.

Assim, deve beneficiar e incluir o meu próximo a administração dos bens que estão sob minha responsabilidade.

Quem acumular tudo para si mesmo sem repartir do que lhe sobra com o seu próximo que tem a falta, ele não achará o Reino de Deus.

Se eu recebi porção dobrada de bens e recursos, devo administrá-los na consciência de que “eu” para Deus é igual a “eu mais o meu próximo necessitado” em todos os casos e em quaisquer circunstâncias.

Em segundo lugar, ele nos diz que a autoridade deve estar sujeita à autoridade.

Quem recebeu autoridade, deve se submeter à autoridade. Pois quem não se arrepende e abusa da autoridade não herda o Reino de Deus.

Quem cobra do outro mais do que deve está louco e perdeu o temor a Deus. Ele não respeitará o Filho de Deus.

Quem pratica a extorsão corrompe a autoridade. Ele roubará também o Filho de Deus.

Quem dá falso testemunho pratica a mentira e é escravo do Diabo. Ele acusará o Filho de Deus.

Mas aquele que se arrepender de praticar quaisquer formas de abuso de autoridade, ele achará o Reino de Deus e será salvo para a eternidade.

Em terceiro lugar, ele nos diz que devemos nos contentar com a medida do favor de Deus que temos recebido.

Antes de recebermos o milagre, a salvação eterna, a cura profunda e definitiva que chega quando Jesus Cristo chega em nossa vida, precisamos nos arrepender da ingratidão e de toda a forma de rebelião.

A sabedoria faz trabalhar duro para o bem e para a prosperidade de tudo para todos seis dias por semana, mas também gera o arrependimento da ingratidão. Sem ele, o caminho para o Filho de Deus ainda está torto.

Quando nos arrependemos desse tipo de rebelião, nosso coração encontra a justa medida para esperar pelo Salvador.

Em quarto lugar, ele nos diz que nossa sexualidade pertence a Deus.

Masturbação, adultério e fornicação (sexo entre pessoas sem uma aliança conjugal diante de Deus); homossexualidades e perversões (relações sexuais anti-naturais, diferentes da relação sexual natural entre um homem e sua mulher); e prostituição de todos os tipos: sem arrependimento dessas coisas feitas em carne ou em espírito ninguém participará do Reino de Deus. Esses já estão condenados pela Justiça que procede da Santidade do SENHOR.

João Batista repreende Herodes e Herodias, esposa de Filipe (irmão de Herodes), por sua relação proibida.

O arrependimento dos pecados sexuais antecede a Salvação.

“E com muitas outras palavras João [Batista] exortava o povo e lhe pregava as boas novas” (Lucas 3. 18. NVI).

João Batista é menor do que o menor dos filhos do Reino de Deus.

Mas ao batismo de João Batista até mesmo Jesus Cristo se submeteu e, depois disso, instituiu-o como sacramento (caminho necessário para a Salvação).

Convém darmos o primeiro passo.

“Arrependemo-nos! Pois o Reino de Deus está próximo! E toda a humanidade verão a salvação de Deus!”

Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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