Mutilados no corpo, inteiros na alma

Boa tarde a todos!

Recentemente a equipe do Projeto Terapêutico Toque Divino esteve acompanhando o culto ecumênico do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP sob liderança da Igreja Batista do Morumbi para o grupo dos mutilados da Unidade da Vila Mariana.

Haviam homens e mulheres ou mutilados, sem uma ou duas pernas, ou em recuperação de episódio de AVC, além do Pastor, Enfermeiros, Equipe de Suporte e nós, do Projeto.

As mutilações são experiências traumáticas.

Agora perder uma parte do corpo se torna algo ainda mais grave quando a alma também é atingida e não consegue se recuperar do dano.

Quando a subjetividade não tem ainda raízes profundas, às vezes a pessoa estilhaça numa hora assim.

Onde está o meu valor? Quem eu sou? Alguém sabe a verdade a meu respeito? Tenho respeito pelo que sou? Alguém me ama de verdade? De onde vem o meu futuro? Em que está a minha esperança?

São essas as perguntas que quando não têm resposta positiva acabam sinalizando uma tragédia ainda maior.

Uma mutilação é um tipo de evidência muito clara de que vida é cheia de obstáculos.

A vida é dura, sempre uma luta.

As pessoas morrem, mudam, vêm e vão… Às vezes não gostam da gente, prejudicam-nos… E nosso corpo é vulnerável a acidentes e atentados.

Mas a vulnerabilidade que nos expõe aos maiores abusos é o distanciamento e a indiferença para com os chamamentos que emergem do próprio interior.

Quem não descobrir e aprender a amar as fontes de si mesmo estará para sempre aleijado na vida, ainda que jamais tenha sofrido uma mutilação física.

Por outro lado, aquele que edificar os alicerces do seu valor, identidade e perseverança dificilmente será arruinado.

Há uma força de vida e de prosperidade, uma chama que alimenta toda a esperança, uma atitude de fé e confiança no amor por quem somos que trabalha dentro de cada ser humano e cria a realidade do mundo. A pessoa fica saudável e alcança a Saúde Mental ao se submeter a ela.

Quando, apesar de mutilados no corpo, estamos inteiros na alma, então já estamos curados e, mesmo sem pernas, ficaremos em pé.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

4 pensamentos sobre “Mutilados no corpo, inteiros na alma

  1. A amputação no corpo não pode amputar a alma, mesmo que pareça o fim. Sempre há um novo começo. E quem sabe, um novo começo melhor onde é possível descobrir mais potencial em nós mesmo do que um dia já tivemos.

    • Como cristão, eu sei que Deus completará os dias da minha vida e que nada poderá me separar do Seu amor. Os planos de Deus sobre cada um de nós jamais serão interrompidos ou maculados nem mesmo pela pior das adversidades. Se eu digo “eu sou Teu”, Ele diz “Eu sou teu”.

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