Devemos crescer

“No dia seguinte, quando desceram do monte, uma grande multidão veio ao encontro [de Jesus Cristo].

Um homem da multidão bradou: “Mestre, rogo-te que dês atenção ao meu filho, pois é o único que tenho. Um espírito o domina; de repente ele grita, lança-o em convulsões e o faz espumar; quase nunca o abandona e o está destruindo. Roguei aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram”.

Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês e terei que suportá-los? Traga-me aqui o seu filho”.

Quando o menino vinha vindo, o demônio o lançou por terra, em convulsão. Mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou de volta a seu pai. E todos ficaram atônitos ante a grandeza de Deus” (Lucas 9. 37-43. NVI).

A grandeza de Deus aparece quando a fé e o arrependimento do homem são completos.

Jesus Cristo havia estado com Elias e Moisés, e diante de Pedro, Tiago e João foi transfigurado, assumindo uma forma gloriosa e maravilhosa no dia anterior.

Agora uma grande multidão vai ao encontro de Jesus e um homem do meio dela clama por seu filho doente.

Jesus socorre esse homem maravilhosamente, repreendendo o espírito imundo que dominava o seu filho, curando o menino de sua enfermidade e devolvendo-o são para o seu pai.

A multidão, então, fica atônita ante a grandeza de Deus: “Deus está aqui! Deus existe! Deus intervém! Deus socorre o seu! Deus nos ama de verdade! Deus tem poder real!”

Mas, sobre o que é essa história verdadeiramente? O que realmente está sendo relatado por Lucas?

A leitura do Evangelho de Lucas já nos tinha apresentado à capacidade de Deus de socorrer e salvar, de curar e libertar.

Lembra do endemoninhado da região dos Gerasenos? E da ressurreição do único filho daquela viúva de quem Jesus se compadeceu na cidade de Naim?

A história aqui é diferente porque fala da frustração de Jesus [provavelmente] com seus discípulos.

“Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês e terei que suportá-los?”

Não acredito que Jesus esteja falando aqui sobre a multidão que o busca, nem mesmo do pai que busca a cura do seu filho, pois este é aquele que demonstrou a fé.

Mas os discípulos a essa altura são indesculpáveis por sua passividade pedante e inconsistência moral.

A fé é uma ação baseada em certezas e esperanças invisíveis. E o arrependimento total é o Espírito de poder.

Há um ponto a partir do qual o aprendiz se torna um fardo insuportável para seu mestre.

O discípulo deve ser tocado pelo mestre, ver o mestre tocando outros, aprender a tocar como o seu mestre e, então, tornar-se um representante igual ao mestre. E essa é uma sequência progressiva com data de encerramento definida.

Se um discípulo não se responsabiliza pelo homem que deve ser, então o seu mestre o vomita.

Paciência é a tolerância com os erros do aprendizado. Mas a paciência tem um limite: a boa fé do aprendiz.

A perversidade de um homem abrevia o tempo da paciência, assim como a incredulidade de um homem o impede de prosperar.

Seja responsável quanto à sua vocação divina, não deixe o Mestre vomitar você.

A paciência é para o justo, para o sincero, para o arrependido. Mas o bom da paciência é um dia não ter mais que existir.

Você foi chamado(a) para ficar de pé, ser imagem e semelhança de Deus, andar num Espírito Santo como Jesus Cristo andou, ser perfeito(a) assim como é, realizando toda a boa intenção de Deus para a sua vida.

Isso é mais profundo e mais possível do que aparenta ser.

Torne-se homem; torne-se mulher. Pague o preço, assuma a responsabilidade.

Arrependa-se dos seus pecados; creia, obedeça e se torne um filho(a) de Deus.

Isso lhe fará bem. Isso lhe fará o melhor.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

Um pensamento sobre “Devemos crescer

  1. A perseverança produz paciência. Não alcançamos uma sem a outra. Em sem ambas não há fé provada. Não há crescimento.

    Deus nos dê tudo!

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