Nem todo o que tem pernas será corredor

Boa tarde a todos!

Estive conversando com minha esposa sobre o que temos aprendido com a Psicologia Corporal, e nos lembramos dessa importante constatação: “nem todo o que tem pernas será corredor”.

O que é isso que acontece com as pessoas que as diferencia e as singulariza de modo tão especial?

Quase todos temos pernas, a maioria é capaz de correr, mas apenas alguns de fato se tornarão corredores.

Os Toques Terapêuticos relaxam o paciente para que ele possa ir além da sua experiência padrão na vida, sempre alerta, produtiva, ofensiva e defensiva. Assim eles conduzem a nossa atenção para as realidades interiores mais profundas.

Por que somos como somos? Como foi que chegamos a nos tornar as pessoas que nos tornamos?

A Psicologia Corporal ouve com muita atenção àquilo que emerge das profundezas do corpo. Aquela respiração diferente, aquela lágrima inevitável, as memórias e suas emoções.

As pessoas são muito especiais. Cada uma tem pai e mãe, irmãos e avós, uma história de singularidades e intrincada causalidade, e uma alma autêntica que fala nela e requer sua fidelidade para lhe conceder a paz.

Nossas escolhas não são aleatórias e nosso corpo não é acidental.

Os treinos a que nos submetemos diariamente falam alto sobre um mistério tremendo que dignifica e veste a nossa vida.

Têm pessoas que exercitam seus olhos de modos especiais; outras são boas de ouvido ou de garganta.

Braços, pernas, quadris…

As costas podem ser largas, as panturrilhas finas…

As combinações são muitíssimas e, no final, simplesmente descobrimos que não somos iguais: fomos desenhados para trabalhos de honra em diferentes posições e lugares.

Existem muitas mudanças que podem ser feitas, mas as que verdadeiramente permanecem conosco são as mudanças que representam um retorno à tarefa que nos cabe desempenhar desde o ventre materno para o bem comum.

O Psicólogo Corporal deve aprender a ter muito respeito pelos pacientes que ele toca.

Cada paciente tem uma família, uma história e uma fagulha divina pulsando dentro de si.

Aquele paciente que nasceu para correr, ele precisa de ajuda para se tornar o corredor que ele é. Mas aquele outro que não tem esse chamado será violentado por um treino assim.

Como sabemos quem somos e para quê viemos a nascer?

É preciso aprender a ouvir a voz do nosso próprio amor, que ecoa a partir do lugar da nossa maior vulnerabilidade, nossa nudez interior, nossa autêntica integridade.

Essa voz está guardada em um lugar secreto à sete chaves. E somente um toque de verdadeiro amor e respeito ganhará acesso a esse lugar sagrado para trazê-lo de volta ao seu lugar de primazia.

Essa voz somente se perde em algum lugar dentro de nós porque todo o trabalho necessário para lhe dar vida depende primeiramente de nós mesmos e de nossa capacidade de fé no fato de que temos todo o valor.

Apesar do bem que podemos receber de fora somos nós mesmos quem precisamos ter a coragem para dar ouvidos, voz e vez para nós mesmos e nossa vocação especial.

É por isso que o Psicólogo Corporal precisa ser um Santo.

É possível ajudar pessoas a voltarem para casa.

Quem descobre o caminho para a sua própria cura, torna-se um bom amigo para os buscadores sinceros de coração.

“Posso ser feliz mesmo sem ser um corredor, se for tudo aquilo que fui desenhado para ser”.

Pense nisso, você é muito especial. Existe um lugar de honra destinado para você.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

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