As pequenas diferenças não ofendem a Deus

“Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. E enviou mensageiros à sua frente.

Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava que ele se dirigia para Jerusalém.

Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?”

Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu e foram para outro povoado” (Lucas 9. 51-55a, 56. NVI).

A história de Israel conta com um capítulo extremamente doloroso para os judeus.

O grande rei Davi deixou um filho no seu trono e de Deus recebeu a promessa de que seu trono permaneceria para sempre e teria um descendente seu reinando ali por todas as gerações até a eternidade.

Salomão, filho de Davi, foi o primeiro a sucedê-lo nesse legado. Mas, diferente de seu pai, ele se afastou do SENHOR depois de ter construído um império maravilhoso através do favor de Deus. Salomão, porém, se voltou aos deuses de suas esposas estrangeiras e, por meio do seu pecado, construiu-lhes templos de adoração idólatra. E isso desagradou ao SENHOR.

O descendente de Salomão próximo na linhagem dos herdeiros, Roboão, por causa dos pecados de seus e de seu pai, foi amaldiçoado por Deus com a perda da soberania sobre 10 das 12 tribos de Israel. Judá e Benjamim ficaram sob seu reinado, o Reino do Sul, e o reinado sobre as demais tribos de Israel foi dado a Jeroboão, um homem sem o temor do SENHOR, o Reino do Norte.

A partir daí, temos uma longa linha de sucessão de reis e um povo que aos poucos vai se tornando dois.

Os reis do Norte são todos homens sem o temor do SENHOR, sucedendo-se através de assassinatos e formas repugnantes de idolatria.

Já os reis do Sul vão se alternando entre grandes homens de Deus e outros aborrecidos e corrompidos pelo pecado.

Os filhos do Reino do Norte, mais tarde, são levados a um cativeiro na Assíria e quando retornam à sua terra trazem com eles esposas estrangeiras e ainda mais dos costumes idólatras que praticavam ali.

Os filhos do Reino do Sul, mais tarde, são levados a um cativeiro na Babilônia, mas se arrependendo dos seus pecados, guardam suas vidas nos caminhos de Deus e são devolvidos por Deus à sua terra em santidade.

Ora, os filhos do Reino do Norte dão origem ao povo samaritano, os habitantes da região de Samaria. Já os filhos do Reino do Sul são os que se chamam de povo judeu, os habitantes da região da Judeia e da cidade de Jerusalém.

Agora, Jesus está resoluto a ir a Jerusalém, porque se aproxima a hora em que seria elevado aos céus.

Era em Jerusalém que deveriam se passar todas as coisas que definiriam o cumprimento do resgate que o Ungido de Deus ofereceria ao mundo: “a minha vida santa e justa pela vida de todo aquele que se arrepender dos seus pecados e passar a agir como quem confia em Deus”.

Seria necessário passar por um povoado samaritano pelo caminho, por isso Jesus se antecipa enviando mensageiros à sua frente para lhe preparar o caminho.

Mas o povo dali se ressente de Jesus porque a verdade é que ele não ficaria com eles, mas estava se dirigindo à casa dos seus inimigos domésticos, aqueles que por anos os tinham tratado como se não tivessem valor igual por causa de seus pecados e miscigenação.

O rancor samaritano era justo e o preconceito judeu também.

Os discípulos Tiago e João logo tomam as dores de rejeição do seu mestre para si mesmo e se propõe a intervir para lhe oferecer reparação e vingança imediata.

Contudo, Jesus sabe que naquele momento não convém o castigo do juízo de Deus.

Os samaritanos daquele povoado não rejeitam Jesus, o Ungido de Deus, mas a seus irmãos, os judeus. “Se Jesus vai ter com eles, então não é um dos nossos”.

Mas isso é superficial, é raso. Não toca nem o ser de Deus nem acende a ira divina.

Há um tempo para o socorro de Deus e outro para a ira divina.

Naquele momento, Jesus estava trabalhando para conquistar a propiciação para os santos, não o castigo para os ímpios.

Há alguns poucos manuscritos que incluíram o trecho:

“Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: ‘Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los'” (Lucas 9.55. NVI).

Todavia a verdade é que o Filho do Homem esteve ali na Palestina trabalhando para que os homens pudessem ser salvos, mas esse não é o ponto final dessa história. Pois logo ele virá de novo, mas desta vez para destruir a vida dos ímpios, do Diabo, dos demônios, do pecado e da morte, e para consumar a alegria, a cura, a salvação, a prosperidade e a paz dos santos.

Jesus, o Ungido de Deus, é o que vem para salvar os verdadeiros justos e para condenar os verdadeiros culpados.

Só será considerado culpado aquele que não se arrepender do mal a ponto de começar uma nova história de fidelidade, amor e confiança com Deus.

Deus é bom e a sua misericórdia dura para sempre!

Como é boa a sua doçura!

Como é bom o seu furor!

Louvado seja o Eterno Deus, o SENHOR!

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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