Um bom coração

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco sobre o nosso coração do ponto de vista da Psicologia Corporal.

O coração é um órgão musculoso, vital e muitíssimo especial.

A Psicologia Corporal nos ensina que é do coração do homem que emanam a sua personalidade, sua presença singular, sua afetividade e poder pessoal.

Quando nos apresentamos dramaticamente, jamais apontamos o dedo na direção dos cotovelos, dos joelhos, da cabeça ou das mãos. O modo mais verossímil de se fazer isso é apontar direto para o centro do peito e dizer “eu sou [MEU NOME]”.

A força de um homem é a força de seu coração. E somente as coisas que afetam o nosso coração realmente importam para a construção da nossa subjetividade.

Quando algo alegra o coração, ele realmente alegra. Quando algo entristece o coração, ele realmente entristece.

A nossa capacidade de sensibilidade interpessoal depende primordialmente da capacidade do nosso coração de ser afetado pelo coração das outras pessoas e pelos eventos que também lhes afetam o coração.

Só quem é sensível aos movimentos do seu próprio coração é capaz de ser simpático, empático e solidário com o outro em sua dor.

“A dor que realmente dói” para todos são os sofrimentos crônicos e agudos dos nossos próprios corações.

Quando um homem se liga a uma mulher, isso, por exemplo, muda o seu coração. Se há separação de um casal, a dor é sentida com toda a força bem no meio do peito e o “coração está partido”. Também a imoralidade sexual no final é como um rasgo profundo ou um golpe de morte que machuca tudo a nosso respeito, mas especialmente golpeia em cheio a sensibilidade do nosso coração.

O coração manda a vida, o espírito do homem, o oxigênio ou a força que está no sopro do homem, para o restante do seu corpo.

O coração pode ser enganado por um instante, mas quem for sensível a ele encontrará um caminho para fora de todo o erro e para dentro de uma sabedoria mais abrangente, profunda, contingente e equilibrada.

Como funcionam as pessoas? Como é possível o acolhimento em uma sociedade hostil?

Às vezes uma dor no coração é o começo de uma nova etapa na jornada de uma pessoa até o discernimento da verdade a respeito das coisas, dos relacionamentos e dos seus próprios caminhos e escolhas de vida.

Quando uma pessoa precisa se posicionar na vida, ela usa o seu coração para fazer isso. Quando precisa lutar, construir ou amar, também.

As doenças cardíacas expressam a gravidade da urgência de se dar ouvidos ao clamor que emerge de si mesmo, sua subjetividade, e dos outros.

É necessário aprender a trilhar a vida por caminhos de paz, pois a violência do homem lhe recai como um fardo terrível sobre o seu próprio coração.

Ser forte no sentido mais profundo é discernir a verdade a respeito de si mesmo, apreciá-la com gratidão, humildade e reverência, e defendê-la em todo o tempo, mas sem lançar mão de violência e com uma boa perseverança e fidelidade, até tornar-se finalmente a única pessoa íntegra que cada um de nós pode realmente ser: nós mesmos em todo respeito, amor, justiça, alegria e paz.

“De cor”, “de coração”… É assim que se fazem as coisas belas e permanentes, os legados e as boas heranças que perduram sobre a face da terra.

Para se ter Saúde Integral é necessário o hábito de tocar bem o nosso próprio coração para ajudá-lo a ser sensível outra vez. Um “coração de pedra” é a última curva antes do adoecimento, do colapso e da morte prematura.

15min por dia de suas mãos pousadas suavemente sobre o seu próprio coração com boa atitude e presença de espírito podem fazer uma grande diferença por sua saúde física e mental.

Pense nisso!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

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