Quando entrarem em uma cidade

“Depois disso o Senhor, [Jesus de Nazaré], designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois adiante dele a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse:

(…)

Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam o que for posto diante de vocês. Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: o Reino de Deus está próximo de vocês.

Mas quando entrarem numa cidade e não forem bem recebidos, saiam por suas ruas e digam: até o pó da sua cidade que se apegou aos nossos pés sacudimos contra vocês. Fiquem certos disto: o Reino de Deus está próximo. Eu lhes digo: naquele dia haverá mais tolerância para Sodoma do que para aquela cidade” (Lucas 10.1-2a, 8-12. NVI).

O que de fato é bem vindo quando nós somos bem vindos?

Não é muito a cor da nossa pele, o nosso sexo, o tom da nossa voz, a inteligência das nossas palavras, a nossa aparência física nem a nossa condição financeira. Somos bem vindos quando “os nossos santos batem”.

Em todo o canto há a tolerância e a intolerância, mas o que realmente orienta essa separação é a semelhança e a incompatibilidade dos espíritos que habitam dentro de nós.

Pessoas que se tratam bem têm simpatia por pessoas que se tratam bem; pessoas que sacrificam sua integridade têm  a simpatia de pessoas que fazem o mesmo.

Agora as cidades são o resultado natural da aproximação das pessoas de mesma índole.

As pessoas que fizeram seus acertos de justiça com o SENHOR até o ponto da Saúde Integral se tornam uma espécie de anúncio profético.

Porque quando entram nas cidades e são bem recebidos como dádivas e socorristas da parte do SENHOR, então protagonizam o bem e servem de sinal de que o Reino de Deus está próximo daquelas pessoas, o que quer dizer que o fato delas acolherem bem ao SENHOR na pessoa deles lhes abre as portas para que experimentem a cura, a salvação de tribulações, o socorro financeiro, a libertação de opressores, a alegria na família e a paz que procedem dos atos da justiça de Deus.

Por outro lado, quando eles entram nas cidades e não são bem recebidos, da mesma maneira como deixam aquelas cidades sem comer nenhum dos seus alimentos e levar nenhum dos seus bens como herança, também anunciam que o SENHOR, o Deus Soberano, não estabelecerá pontes de comunhão com aquela gente por causa da sua dureza de coração e amor às práticas repugnantes, mas trará sobre eles a ira e o juízo que invariavelmente acompanham a infidelidade e a corrupção.

Às vezes a gente pensa que perde espaço quando recebe negativas e somos “gentilmente convidados” a nos retirar. Mas quando quem está sendo negado e expulso do meio da gente é o Justo Filho de Deus, então não estamos perdendo espaço, mas ganhando a comunhão e o favor dos outros Filhos de Deus salvaguardados da corrupção que no tempo contaminaria também a nossa alma.

Ao ímpio, o que a sua impiedade merece: o isolamento e a disciplina.

Ao justo, a fraternidade, as riquezas verdadeiras, a cura, a paz e o amor.

Nesse contexto, é interessante refletir sobre outras palavras de Jesus, o Cristo do SENHOR:

“Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo aquele que lhe pedir e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles” (Lucas 6.27-31. NVI).

Por um lado, somos ensinados a não tomar nada das cidades que rejeitam o Espírito do SENHOR, anunciando o merecido castigo dos ímpios. Por outro lado, somos ensinados a praticar o amor inclusive por aqueles que nos odeiam e amaldiçoam.

Esses conselhos podem parecer paradoxais, impossíveis de se conjugar. Mas sabemos pela experiência que há um tempo para cada propósito debaixo do céu e que tanto a misericórdia do SENHOR como a sua justiça estão operando vivas dentro daqueles que o tratam como seu Deus.

O que é certo, é certo. Mas também todo o inocente será poupado e haverá paciência para com todo arrependido que precisa de tempo para alcançar a completa Cura de Deus.

O Justo brilha junto com a luz da integridade de todos e a todos favorece para o desenvolvimento da sua própria integridade, mesmo àqueles que agora operam por meio dos espíritos da maldade e nisso consiste o amor aos inimigos.

Há momentos quando o gesto de amor mais caloroso e puro é a franca oposição, admoestação e disciplina. Agora, como é bom chegar de “cara limpa” a um lugar santo e comer da mesa daqueles que também respeitam e amam o SENHOR como Deus.

Para o bem e o fim do mal; para a esperança e consolação dos honestos e a advertência dos que vivem dos lucros da injustiça: o Reino de Deus está às portas: juízo e salvação.

Louvado seja o único Deus Verdadeiro!

Venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade, SENHOR!

Em nome de Jesus, o Cristo do SENHOR, amém.

Eu confio no SENHOR! Nele está a minha esperança!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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