Gratidão

“Depois disso o Senhor [Jesus, o Cristo do SENHOR,] designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois adiante dele a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse:

(…)

Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre vocês o fossem em Tiro e Sidom, há muito tempo elas teriam se arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Mas no juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocês.

E você, Cafarnaum: será elevada até o céu? Não; você descerá até o Hades!” (Lucas 10.1-2a, 13-15. NVI).

Bom dia a todos!

Nas Escrituras sagradas a expressão máxima de advertência e iminência de juízo são os “ais”. Quando uma pessoa ou nação passa da linha, ela é advertida; mas quando o seu castigo está às portas, então ela ouve um sonoro “ai de você(s)!”.

Investigando o Evangelho de Lucas fomos surpreendidos por testemunhos dos atos e palavras de Jesus de Nazaré, o Cristo do SENHOR, que ora demonstram o poder e a eficácia do Amor do SENHOR, expulsando espíritos malignos, curando doentes e salvando pessoas da morte, e ora revelam a seriedade e gravidade da existência de um único que é Deus.

Existe uma radicalidade e uma força de corte profundamente ligada ao fato da existência do SENHOR, que é o único Deus. Da mesma forma como a vida e a beleza emanam do verdadeiro Deus, também a insubmissão, insubordinação e a rebelião contra ele implicam necessariamente uma sentença de morte fria e final, e tormentos eternos.

O beijo doce do Amor, que nos aquece o coração, alivia as nossas tensões e satisfaz o nosso anseio de felicidade, traz com ele uma obrigação de fidelidade e de resposta de integridade sob ameaça de penalidade máxima.

O Amor do SENHOR custa o equivalente a tudo o que um homem possui, inclusive a sua herança pessoal pelos séculos dos séculos sem fim. É por isso que a ingratidão a esse Amor não tem perdão nem são aceitas desculpas para aqueles que o recebem indignamente.

Muitas coisas as pessoas chamam de amor hoje em dia. Qualquer calor, mesmo os calores mais sujos e promíscuos, contato, aperto de mãos ou sorriso, chama-se amor. Mas esse não é o Amor de que estamos falando aqui.

Estamos falando da presença do SENHOR por meio do Espírito de Santidade dos seus cristos, apóstolos, santos e profetas de todas as gerações.

Imagine que alguém entre na sua casa trazendo com ele o Shalom do SENHOR: ele cura os doentes da sua família e expulsa os espíritos imundos das mentes de todos os seus queridos; ele abençoa a sua família com o favor do SENHOR e a prosperidade do justo; ele multiplica a sua riqueza e lhe ensina os caminhos da fidelidade do SENHOR inclusive para a profissão de cada homem da sua casa e para a família de cada uma das mulheres do seu lar; a presença dele desfaz todas as mentiras que atormentaram os seus familiares e gerações por anos incontáveis, e quando deixa a sua casa as Leis do SENHOR estão escritas em cada uma das suas paredes e vocês têm alicerces firmes para manterem-se todos juntos e em pé. E tudo isso de graça!

Depois desse tipo de visita, voltar a se revolver na lama dos velhos pecados e picuinhas das gentes sem fé é uma blasfêmia e uma ingratidão imperdoável.

Há gentes que viram até seus mortos serem ressuscitados, mas ainda assim recusaram-se a arrepender-se dos seus maus caminhos e a adorarem ao SENHOR como Deus.

Nesse texto a indignação do Cristo do SENHOR é com a dureza de coração daqueles que efetivamente experimentaram do Amor do SENHOR, mas continuaram agindo como se ele não existisse. No Apocalipse de João a perplexidade é que mesmo diante dos atos do juízo do SENHOR contra toda a impiedade ainda assim muitos continuarão com essa mesma atitude.

O Amor de Deus pode muito; o Juízo de Deus também, mas o coração do homem pode resistir ao SENHOR obstinadamente até a sua própria morte.

Qual a culpa que um homem tem se rejeitar ao SENHOR sem nunca jamais ter sido tocado pelo seu Amor? Nenhuma. Mas ai daquele que tendo sido amado com Amor Total rejeitar aquele por meio do qual esse santo milagre lhe favoreceu.

O Amor custa caro… Todo o Amor custa TUDO para quem dá. Ele vem de graça, mas a ingratidão, que é essencialmente a recusa de adorar o mesmo Espírito de Santidade que nos transmitiu o favor do SENHOR, respondendo à vida com integridade, esperança e Amor a partir desse ponto, ela não tem perdão.

Pense nisso: se naquele Dia futuro Jesus de Nazaré testemunhar que os sacrifícios de Amor que foram feitos em seu favor tivessem sido feitos a outros, eles certamente teriam se arrependido e voltado ao SENHOR, então você cruzou a linha da ingratidão que não será perdoada.

“Deus é Amor”, isso requer discernimento espiritual, experiência pessoal, gratidão, arrependimento e fé.

O SENHOR abençoe todos vocês! Em nome de Jesus, o Cristo, amém.

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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