Promovendo a Ciência

Boa tarde a todos!

Estivemos recentemente ouvindo sobre a Neuroquímica da Meditação com a Amanda Cristina Mosini, Bióloga e Mestranda em Neurologia e Neurociência pela UNIFESP na reunião semanal do ProSER – Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Sua aula foi excelente e os desdobramentos da sua reflexão, muito produtivos.

Quando falamos sobre a saúde e a doença podemos focar em alguma das inúmeras camadas que tecem os componentes da vida para analisá-la melhor e aprendermos com ela, mas sem uma percepção mais ampla de toda a interconectividade entre elas acabamos confundidos e mal conduzidos em termos da formulação de terapêuticas eficazes para a promoção da Saúde Integral.

Aprendemos na aula da Amanda, por exemplo, que o neurotransmissor Acetilcolina é sintetizado pela enzima colina-acetil transferase, recebido pelos neuroreceptores Nicotínicos e Muscarínicos, e produz contrações musculares relacionadas à ativação do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático, com a diminuição da frequência cardíaca, a bronco constrição e o aumento da motilidade visceral, além de favorecer os processos de aprendizagem cognitiva.

Por outro lado, o Glutamato é um neurotransmissor excitatório do Sistema Nervoso Central que atua no desenvolvimento neural, na plasticidade sináptica, no aprendizado e na memória, e que, quando permanece por tempo excessivo na fenda sináptica, gera a excitotoxidade responsável pela neurodegeneração característica de doenças como Alzheimer, Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica, Doença de Huntington, etc. (Cf. VALLI, Laura Gomes; SOBRINHO, Jony de Andrade. Mecanismo de Ação do Glutamato no Sistema Nervoso Central e a Relação com Doenças Neurodegenerativas. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. 2014 Jan/Abr;18(1):58-67).

A Farmacologia é capaz de sintetizar neurotransmissores, mas também outros compostos que favorecem e inibem a produção e recepção deles pelo organismo. E isso representa uma ferramenta fenomenal para os profissionais da Medicina que podem assim interferir em processos neurodegenerativos, por exemplo, com recursos compensatórios e estabilizantes, favorecendo a saúde de seus pacientes e diminuindo a velocidade de agravamento de suas enfermidades.

Como Psicólogo Corporal, cheguei a um discernimento muito simples, porém verdadeiro: ninguém é bobo ou burro. Todas as pessoas têm “bons motivos” para terem tomado os caminhos que trilharam, ainda que não tenham plena consciência deles.

Um “bom motivo” é sempre um motivo emocional ou seja um acontecimento envolvendo alguém de grande importância para a pessoa e que inaugura uma escolha de vida para ela, uma trilha de desenvolvimento físico e psíquico, e que representa a melhor aposta da sua alma até o momento em defesa de si mesma através de uma hipótese sintética ou cosmovisão que lhe dá um lugar, um jeito de viver e uma identidade especial.

O “bom motivo” que uma pessoa carrega dentro de si pode ser como uma ponte de acesso para um lugar e identidade verdadeiros, cooperando para o florescimento da sua Saúde Integral, ou a outros falsos, baseados em supressões da interconectividade de toda a sua constituição psicofísica, uma quebra da sua integridade, que podem levar ao adoecimento, às ideações suicidas e até à morte.

A falha nos processos de neurotransmissão do Glutamato, por exemplo, que gera a excitotoxidade mencionada acima, deve também ser entendida como um fruto final, uma contingência ou um resultado natural de um longo processo de escolhas psicofísicas ancoradas em “bons motivos” assim.

Por isso que a cura das emoções, da mente ou do espírito é a única que efetivamente produz a chance de nascimento de um “novo corpo”, apesar de todo o dano e das marcas profundas que os anos vividos com o outro estado de mente inevitavelmente deixarão sobre ele.

A Neuroplasticidade começa sempre com um novo encontro significativo: o encontro com um “novo” alguém, que consegue vencer as minhas barreiras psicofísicas e me toca profundamente até alcançar a subjetividade, fazendo-me (re)conhecer um outro “eu” em mim mesmo de quem já quase me esqueci ou nunca conheci. Por isso que os Médicos e profissionais de Saúde Integral (Saúde, Saúde Mental e Fé) precisam ser aplicados em sua arte e verdadeiramente santos, como se fossem mesmo sacerdotes dedicados antes de tudo o mais.

Para todo o nível de cura é necessário um elemento de fé. Ou temos a fé do paciente que crê que seu Médico ou remédio podem lhe ajudar; ou temos a fé do Médico que aposta toda a sua vida no aperfeiçoamento daquela mesma Medicina que o socorreu oportunamente e o trouxe de volta à paz.

Eu acredito que os Toques Terapêuticos podem oferecer uma experiência psicofísica paralela que abre o espaço para a criação de uma alternativa mental para que os pacientes doentes de todos os níveis (físico, mental ou espiritual) possam encontrar melhores “bons motivos” para recomeçar na vida e encontrar um perfeito caminho de paz, um que verdadeiramente lhes faça saudáveis e felizes.

A Ciência é promovida todas as vezes em que trabalha em favor dos homens de fé.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

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