Nascidos para o relacionamento

Boa tarde a todos!

Hoje temos um vídeo da palestra Born to Relate: in Trauma, Transformation and Transcendence da Prof. Dra. Marie Hoffman, Psicóloga e Psicanalista, PhDpara a 3ª Conferência Anual do Center for Christian Thought da Biola University.

Para ela, o maior valor para os seres humanos são os relacionamentos. Se você está diante de um problema, de um processo de transformação ou de uma meta de vida, você realmente está diante de questões produzidas e solucionadas por relacionamentos.

Assim como o Criador fez o homem para um relacionamento com ele, também a Psicanálise identifica os relacionamentos como um valor primordial e a expressão básica da natureza humana.

Pesquisas Científicas indicam que até o comportamento de gêmeos no ventre materno demonstram que a inclinação para relacionamentos vem antes de todos os demais impulsos. Por isso que os processos de rupturas de relacionamentos estão tão fortemente ligados com a formação dos traumas psicológicos.

Relacionamentos humanos amorosos são essenciais para as transformações pessoais e as curas emocionais, tornando-se um elemento necessário inclusive para a transcendência como veículos de redenção no Reino do SENHOR Deus.

Nessa palestra a Dra. Marie Hoffman usa um exemplo clínico para demonstrar a conexão entre relacionamentos problemáticos com a imposição de tabus e segredos de família, e a formação de traumas psicológicos. A compulsão para repetir comportamentos pecaminosos seria derivada do anseio profundo das pessoas por se manterem em conexão com relacionamentos antigos.

Por exemplo, crianças que precisam se manter emocionalmente ligadas a pais que falharam com elas internalizam o comportamento deles e os repetem, garantindo assim uma conexão relacional com eles através dessa identificação profunda e destrutiva. Dessa maneira “o pecado dos pais recaem sobre seus filhos” (Ex 20.5) de uma maneira inconsciente de geração a geração.

“Escravidão ao pecado é mais do que uma patologia individual: ela é uma patologia transmitida por relacionamentos”, afirma Dra. Marie Hoffman.

As pessoas dizem “eu gostaria de poder mudar”, mas até que elas percebam essa relação profunda entre efetivamente mudar e estar desfazendo um vínculo de identificação e relação inconsciente com alguém em especial, elas não alcançam a mudança.

A verdade que liberta para a mudança é a descoberta do motivo emocional que me impede de fazer diferente para de alguma maneira continuar perto e ligado a alguém em especial.

“Por que a encarnação de Jesus Cristo foi necessária? Por que a mera apresentação da Lei do SENHOR Deus não foi suficiente para a cura dos homens?” Porque se o pecado entra a vida dos homens por meio de relacionamentos, também a sua Cura Divina depende de um novo e perfeito relacionamento para acontecer.

De modo semelhante, na Psicoterapia a atualização vivencial dos padrões emocionais dos pacientes é necessária para quebrar as velhas maneiras e experimentar o frescor do nascimento de um “novo eu”. Por isso é necessária uma abordagem psicoterapêutica que fale também à carga emocional do material dissociativo guardado no inconsciente e ligado ao funcionamento do hemisfério direito do cérebro, trazendo uma transformação para a pessoa como um todo, juntamente com sentido e compreensibilidade para o hemisfério esquerdo do cérebro.

Atuações de conteúdos do inconsciente são neurologicamente expressões de padrões afetivos e relacionais formados anteriormente ao amadurecimento da memória verbal. Por isso que a cura das emoções e do sentimento de identidade requer uma nova capacidade de saber, sentir e discernir os eventos emocionais significativos da história de vida dos pacientes com novas palavras e em um novo relacionamento em tempo real.

“Você não pode resolver um problema por decreto. Você precisa lidar com ele face-a-face em um encontro real” (Sigmund Freud).

Quanto mais efetiva a psicoterapia é em promover uma relação terapêutica de alcance afetivo para os pacientes, melhor o seu resultado no longo prazo, explica a Dra. Marie Hoffman, comentando algumas pesquisas científicas sobre o assunto. Por exemplo, depois de 18 meses de tratamento psicanalítico 57% dos pacientes anteriormente diagnosticados com sintomas de Border Line Personality Disorder já não mais possuíam as características para esse diagnóstico contra apenas 13% no grupo controle.

“O que os pacientes mais precisam é de um vínculo reconfortante com um outro ser humano que se importe com eles”, afirma a Dra. Marie Hoffman.

Contudo, simplesmente uma relação bondosa e afirmativa não é capaz de interromper o ciclo de maus vínculos e identificações equivocadas e nocivas. Para D. S. Winnicott, é apenas quando o psicoterapeuta é atacado da mesma maneira como o seu paciente foi pelos seus vínculos maus e sobrevive a esse ataque, que há uma oportunidade real de cura psicológica para ele. A redenção por meio da “ressurreição” do psicoterapeuta é essencial para a cura do paciente.

Vale à pena conferir essa excelente palestra!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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