O toque sutil

Boa tarde a todos!

Como passaram de semana? Tudo bem com sua família?

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre o Toque Sutil e o trabalho do Dr. Pethö Sandor, Psicólogo Corporal.

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, o Dr. Sandor, Médico Ginecologista, trabalhou como médico da Cruz Vermelha em campos de refugiados da guerra, período em que desenvolveu a Calatonia. Ali ele se deparou com a pobreza e a necessidade em grande escala, e se pôs a oferecer um socorro novo, revivendo a antiga tradição dos Toques Terapêuticos.

O que acontece ao corpo quando ele recebe o toque bem leve das pontas dos dedos de um terapeuta por um período prolongado de tempo?

Na Calatonia temos uma sequência básica de 9 toques nos pés e 1 toque na cabeça, que duram de 2 a 3min em cada ponto, produzindo um relaxamento profundo para quem os recebe.

O toque com a ponta dos dedos funciona como agulhas terapêuticas. As pontas dos dedos produzem um tipo de vibração energética que penetra o corpo do paciente em linha reta.

Temos também a conexão em chave que acontece quando seguramos algum ponto do corpo do paciente com a ponta de dois dedos, num movimento de pinça com o polegar opositor. Essa chave tem o poder de preencher os caminhos neurais promovendo um relaxamento vascular e dos órgãos internos conectados a essas redes nervosas.

Toques sutis são recomendados quando se precisa de um relaxamento rápido e profundo, e também quando se deseja obter um feedback terapêutico a respeito do atual estado do corpo do paciente. Vejam, enquanto se oferece uma sessão de Calatonia, também se é impactado pelos padrões de funcionamento corporal mais proeminentes ativos naquele momento no paciente. Por isso, com um pouco de treino, conseguimos discernir um pouco do que tem sido estar no lugar daquela outra pessoa.

Gosto da Calatonia porque é um toque muito poderoso, porém com uma mínima invasividade, pois se toca somente os pés e bota da perna, e a cabeça, em um toque meticuloso, quase cirúrgico. Gosto da possibilidade de oferecer um cuidado assim tão profissional, porque no Brasil temos a carência de profissionais de Toques Terapêuticos em quem realmente se possa confiar.

Os toques sutis não são recomendados para pessoas em estados alterados de consciência, por exemplo, sob o efeito de drogas psicoativas, pois ao afetar o corpo, devolvendo-o a um estado de relaxamento pleno, ele muitas vezes coloca o paciente em contato com aqueles conteúdos subjetivos dolorosos ou insolúveis, dos quais instintivamente tenta se afastar. O problema é que se isso é difícil com a mente sã, que dirá com a mente perturbada pelo efeito de drogas.

O Dr. Sandor percebeu logo a direta relação de correspondência entre estados mentais e estados físicos. Assim, os dilemas e lutas psicológicas gerariam modificações no tônus muscular. Evitamos emoções desagradáveis ou avassaladoras por meio de tensões corporais involuntárias. Então só consegue ficar “numa boa”, em paz, desestressado, a pessoa que consegue encontrar uma resolução suficiente de suas lutas psicológicas.

Nessa química especial entre os estados psicológicos e os corporais, temos que regular os estados corporais de alguém é também trazer à tona toda a densidade dos seus conflitos mentais.

O bom Psicólogo ajuda a resolver a mente, o que traz saúde ao corpo. Já o Psicólogo Corporal, promovendo a saúde do corpo, traz à consciência os desafios do espírito.

Todos nascemos para caminhar em paz dentro de rotinas de vida que equilibrem a ação, a reflexão e o descanso. Rupturas acontecem, porém, para a maioria de nós, quebrando a sabedoria natural e nos colocando em estados de exceção danosos.

Assim, os Toques Terapêuticos podem funcionar como excelentes recursos de “religião”, no sentido de que são capazes de nos reconectar com a sabedoria essencial.

Meu único lamento em relação ao Dr. Pethö Sandor é o fato de ele ter misturado o seu trabalho psicológico corporal com o misticismo e o esoterismo. Era teosofista e astrólogo, além de Psicólogo Corporal. Sombras e engano eclipsando o brilhantismo de um homem sensível e belo ser humano.

Ah… Como eu gostaria de ter mais trabalho como Psicólogo Corporal aqui no Brasil! O Projeto Terapêutico Toque Divino está de pé, mas ainda não funciona como deveria, pois parece não possuir nenhum atrativo natural para o povo oprimido do Brasil.

Para mim, esse trabalho, contudo, é a atração e a alegria da minha alma!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeito Terapêutico Toque Divino.

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