A perda de um ente querido

Boa noite a todos!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre a perda de um ente querido.

Recentemente um amigo muito querido perdeu a jovem esposa, acometida de um câncer agressivo. Como ele é católico, participei com ele da missa de 7º dia em homenagem a ela. Quê tristeza… Quê grande tristeza!

Choramos muito essa perda, sentimos doer fundo o peso dessa verdadeira tragédia.

A vida que temos é gerada no coração daqueles que nos concebem e adotam. Não chegamos soltos, mas ligados, profundamente ligados a outros.

Tudo o que fazemos ao longo do tempo tem impacto sobre essa rede de pessoas que se conectam e interconectam conosco; tudo o que fazemos gera marcas de amor/dor nos corações daqueles para quem somos importantes/existimos.

Nenhum dos nossos atos é indiferente. Até mesmo nossos segredos mexem com o coração das pessoas para quem estamos endereçados.

Podemos até esquecer o nome dos nossos antepassados, mas certamente carregamos o seu sopro por onde quer que andemos.

O que realmente queria lhes dizer hoje aqui é que somente perdemos um ente querido quando abandonamos os compromissos que assumimos na luz da sua presença.

Você morre para mim quando deixo de ser fiel à aliança que assumimos no tempo em que você vivia perto de mim.

“Rafa, perdi tudo! Estou sem chão! Estou sozinho no mundo!”, disse-me o meu amigo em lágrimas.

Mas a verdade é que o amor que recebemos na jornada nunca nos abandona, se permanecemos fiéis a ele.

Disse para o meu amigo, “honre a sua esposa, meu amigo! Viva como quem respeita e dignifica a aliança que vocês construíram!”

Eles foram casados por 14 anos. Andaram juntos; partilharam a mesa…

Certamente o SENHOR Deus ama muito esse meu amigo e tem um futuro abençoado para ele, à luz do amor que partilhou com sua esposa pelo tempo em que estiveram juntos.

As pessoas só morrem para nós no momento em que abandonamos a santidade que seu amor construiu em nós, retornando à deformidade que o sentimento de solidão tenta instalar em nosso coração.

A vida sem a esposa só acontece se ele abandonar a pessoa nova que foi gerada através desse grande amor.

O SENHOR Deus dá a todos nós forças para avançar, apesar do luto. Mas avançar não é esquecer, mas portar com toda a dignidade a presença e o amor que foram recebidos do coração da pessoa que tanto amamos, mas que por um momento não está mais aqui.

Há pessoas que ainda têm seus pais vivos, mas já morreram para eles. Outras fazem isso com seu cônjuge, filhos ou irmãos. Mas onde houve o amor, mesmo que por apenas 1 dia, as pessoas vivem para sempre dentro de nós.

Ali onde há o amor, não há perda definitiva.

O jeito de fazer viver quem está morto é mantendo-se fiel à melhor versão de nós mesmos, aquela que nos foi ensinada por quem agora sofremos dores de separação.

Confie no SENHOR Deus… Confie no Cristo do SENHOR Deus…

Os amigos do Altíssimo terão os seus mortos ressuscitados e eles mesmos atravessarão a morte até alcançarem a vida eterna.

Honre aqueles a quem você ama em todo o tempo, mesmo que eles morram. Assim eles permanecerão vivos e poderosos para a eternidade.

O SENHOR Deus tem anjos, mensageiros da sua parte, de modo que a solidão não terá a palavra final na vida dos seus filhos amados.

Trate bem as pessoas, trate bem a si mesmo… Chore bastante… E ore constantemente ao SENHOR Deus.

O amor do Eterno lhe guardará do mal e o conservará no amor do seu falecido ente querido.

Obrigado por perseverar!

Amamos você!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

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