Tocando a si mesmo

Boa noite a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Desejo a todos a saúde mental que procede do entendimento das coisas, resoluções, escolhas e hábitos saudáveis!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre tocar a si mesmo.

Existe uma nuvem de mistério sobre o trato de nós mesmos. Como devemos proceder quando o assunto é nós mesmos, nossos desejos e temores, nosso corpo e pensamentos?

Minha jornada como psicólogo corporal me faz crer que uma pessoa precisa aprender a se tratar com gentileza, amabilidade, respeito e cuidado, enquanto gradativamente se ensina e disciplina a avançar por caminhos que resultem em realizações, harmonia, saúde e paz.

Há nos sonhos do coração sementes de valor eterno, contudo a imaturidade e a capacidade para os excessos e desvios precisam ser superadas conscientemente.

Para tocar-se bem, uma pessoa precisa aprender a ser bom como se fosse seu próprio pai. Isso quer dizer que precisa se encorajar constantemente, ao mesmo tempo que repreender e desencorajar todo o comportamento nocivo, ainda que seja apenas um hábito mental.

O bom toque que uma pessoa concede a si mesma tem muito a ver com a consolação e o suporte afetivo, que desejamos aos outros quando passam por grandes aflições. A diferença é que quando existimos como um objeto de amor para nós mesmos, podemos estar ao nosso lado 100% do tempo.

O toque bom que podemos nos oferecer também tem muito a ver com nos tornarmos uma boa testemunha dos eventos significativos e ordinários das nossas vidas. Quando você garante a si mesmo que também viu e ouviu nos acontecimentos do seu dia-a-dia, isso vai produzindo inteligência e sabedoria, discernimento e aprendizagem, que no final resultam em um espírito sereno e soberano sobre o aspecto emocional da personalidade.

O toque bom que recebemos de nós mesmos nos impulsiona na direção do aprofundamento e conhecimento da nossa própria espiritualidade. O herói da nossa jornada somos nós mesmos na luz do deus que escolhemos servir. Pessoas que se tocam bem avançam muito na descoberta da relação espiritual que singulariza e une cada ser humano ao redor uns dos outros.

Minhas melhores chances de recomeçar e soerguer do negrume de um evento traumático é me tratando bem, com todo o respeito, paciência e boa consideração.

Nem sempre temos as mãos de outros para nos abençoar e fortalecer. Mas em todo o tempo podemos nos dispor a não nos abandonarmos às vicissitudes e dias maus da vida.

O toque bom psicologicamente é aquele que é delicado ou firme, mas sempre puro e sem malícia. Erotismo e sensualidade para consigo mesmo fazem mal e prejudicam muito, impedindo a construção de uma vida que realmente resulte em saúde mental e paz.

Eu sei que você está correndo e lutando, dia após dia, evento após evento. Mas quero lhe ensinar um princípio de vida eterna: inclua-se na sua agenda de ocupações. Ouça o que vem da sua alma, veja o que precisa do seu julgamento. Diga palavras de bondade e suporte para si mesmo. Acredite na beleza da plenitude da sua realização como pessoa. Trate-se com critério, você não precisa de alguém do lado de fora dizendo que seu trabalho pode melhorar, que seu vício está lhe prejudicando, que sua responsabilidade é necessária nesse contexto, etc. Você pode estar presente e ser melhor agora.

Busque o amor dos outros quando estiver bem assegurado do seu próprio amor.

O equilíbrio dá os seus sinais na vida dos verdadeiros valentes.

Você pode ser bom!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, psicólogo corporal, CRP 06/89471, e o fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

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