O Método Feldenkrais

Boa tarde a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que cultivando o sentimento de comunhão por meio de acertadas escolhas de retidão, fidelidade, misericórdia e responsabilidade.

Hoje vamos conhecer um pouco do Método Feldenkrais, criado pelo judeu Moshe Feldenkrais, apresentado pelo praticante polonês Jacek Paszkowski, terapeuta corporal, à audiência do TEDxKraków.

“Quando entendemos o que fazemos, podemos fazer o que queremos” (Moshe Feldenkrais).

Se prestarmos atenção a nós mesmos, verdadeiramente, então começaremos a construir a nossa autoridade na presença de todos.

Diminuir a velocidade para conseguir observar os detalhes e aprender novos jeitos de fazer melhor, com menos esforço, com maior eficácia. Essa é a receita para um sucesso que durará.

A velocidade e a força devem vir depois da meditação profunda, investigação curiosa e ambiente de segurança para o treino/aprendizagem.

Você foi chamado para ser uma autoridade no seu ramo de atividade, mas somente desenvolverá essa qualidade se for autenticamente bom e competente no que se propõe a fazer. Estude o seu negócio, estudando a si mesmo e procurando ativamente pela essência das qualidades únicas que o fazem a pessoa certa para a realização dos seus sonhos.

“Agimos de acordo com a nossa auto-imagem” (Moshe Feldenkrais). Nascemos para nos enxergar como obras primas, maravilhas e mensageiros de boas novas.

Eu acredito em você! Eu acredito em milagres!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, editor.

Entendendo a ansiedade

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco sobre a ansiedade hoje aqui.

Existem muitos motivos para nos sentirmos ansiosos: há os perigos da vida, ameaças visíveis e invisíveis; as cobranças humanas; as coisas que nos dão medo; os terrores, as sombras e a escuridão; e a morte em fim.

Ninguém, do recém-nascido ao último idoso, desconhece a experiência.

Mas o que quero lhes dizer hoje aqui é que nos sentimos ansiosos especialmente quando se prolongam os momentos em que estamos psicologicamente distantes daquilo que é a nossa experiência vocacional: nossa identidade profunda.

Cada um de nós é fruto de uma corrente imensa de encontros profundos e significativos: o encontro dos nossos pais, o dos nossos avós, o dos nossos bisavós, etc. Cada geração chama à existência uma nova geração com muita urgência e singularidade de propósito. A nova geração carrega a esperança da cura da geração que a antecedeu. Por isso podemos saber que somos “chamados” à vida por uma boa razão.

Todos temos alguma capacidade de resiliência, de modo que conseguimos manter a boa atitude mesmo em circunstâncias desfavoráveis por um bom tempo. Contudo, nossa força interior tem um limite e data de expiração. À medida em que temos o espaço e a pertinência para exercermos nossa presença de modo curativo no mundo, então estamos bem (mesmo que cansados) e a saúde mental não está longe de nós.

Todavia, o que nos acontece quando o exercício da nossa presença não realiza nada aparentemente e, como martelos que são usados como se fossem talheres, estamos sendo prostituídos, tratados como se fôssemos coisas que jamais nos brotaram da verdade do coração? Então nos sentimos ansiosos, muito ansiosos.

Psicologicamente precisamos que mais alguém confirme junto de nós que somos o que somos desde as verdades profundas do coração.

Nesse sentido, a experiência de fé de cada um de nós se mostra como algo de grande valor. Pois na relação com o transcendente obtemos do “alto” algum feedback sobre quem somos e o nosso infinito valor.

Apesar disso, ainda precisamos de um contexto humano para o qual a nossa existência, nos termos da nossa profunda autenticidade, faça toda a diferença e tenha todo o valor, como a cura certa para algum tipo de mal ou carência fraternal da nossa própria geração.

Obtemos “oxigênio emocional” ou alívio psicológico quando nos encontramos envolvidos com atividades que expressam o sentido profundo que dá sustentação a tudo o que somos e fomos chamados para ser desde a nossa concepção.

Sabemos pela experiência que a ansiedade não dura para sempre, pois a vida tende a se arranjar de tal maneira que de tempos em tempos temos essas pequenas experiências significativas que nos lembram e afirmam como a pessoa especial e cheia de valor que de fato somos.

Ninguém permanece eternamente angustiado se decide não abandonar suas esperanças de poder cumprir com seus propósitos geracionais. Quem se angustia com a consciência alerta tem as melhores chances de evitar a psicopatologia e o desespero.

Algumas pessoas recorrem a vícios, por exemplo, o álcool, o jogo, a prostituição, a masturbação, a glutonaria, o consumismo, etc., como maneiras de evitar a importante constatação de que há coisas na vida que não expressam nem acolhem a grandeza interior para a qual fui gerado para encarnar.

Os vícios não são atalhos para a verdade psicológica, nem são capazes de diminuir a ansiedade que sentimos da distância em que as circunstâncias nos colocaram da realização profunda da nossa missão de vida. Eles parecem doces “na boca”, mas são “amargos no estômago”, porque apenas agravam a ansiedade uma vez que nos levam ainda a mais distantes de nós mesmos e da verdade extraordinária a nosso próprio respeito.

Por isso que disciplinas espirituais (como orações, meditações sobre as máximas espirituais e a vida dos santos, jejum, adoração e imposição de mãos) são boas opções enquanto se espera que algo na vida intervenha com uma voz de reconhecimento e empoderamento, colocando-nos plenamente no lugar que nascemos para ocupar.

A mente sã é aquela que acredita na verdade que brota do mais profundo interior de si mesma e aguarda pacientemente e com boa fé aquela resposta eventual de confirmação, com a esperança de que um dia ela se torne frequente e então permanente.

Saúde mental tem tudo a ver com aprender a esperar bem pelos encontros orquestrados pelo divino, que, como flechas certeiras, farão vibrar as cordas divinas que transmitem a perfeita paz ao coração.

Você é muuuuuuito especial! E não será esquecido eternamente!

Aguente um pouco a ansiedade de hoje, porque, assim como o sol torna a nascer, também a certeza de que você não é nem jamais foi um erro renascerá!

Observe a ansiedade, não fuja dela. Mesmo sem compreender completamente, ela o ajudará a chegar mais perto do lugar aonde deve ir, se você não desanimar.

Tenham todos uma boa semana!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.