Massagens podais

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que deixando de fazer coisas que lhes fazem mal, corajosamente!

Hoje vamos falar aqui um pouco sobre massagens nos pés.

Nos pés estão terminações nervosas e vasculares que tiveram origem em quase todas as partes do nosso corpo, dizem os especialistas. Por esse motivo, ao tocá-los estamos tocando também a pessoa como um todo.

Um toque bom, pensando em efeitos terapêuticos, não é erótico nem agressivo, esotérico nem mágico. Antes, para ser mesmo terapêutico precisa ser manso, cuidadoso, casto, respeitoso, sensível e progressivo.

Um toque terapêutico nos pés manda para todo o corpo um sentimento agradável de relaxamento e bem-estar que fazem com que esse tipo de cuidados seja mesmo a profissão de alguns.

O que tenho a acrescentar a esse entendimento, como psicólogo corporal, é que também a realidade subjetiva ganha novos patamares a partir dessas experiências profundas de reconciliação.

Massagens nos pés nos devolvem ao lar. Estar em mim mesmo, estar comigo mais perto.

Depois de massagens nos pés nossa capacidade de ver e ouvir nossa alma aumenta e ganha espaço na nossa agenda de tarefas mais uma vez.

Acredito mesmo que esse tratamento, quando bem executado, favorece o movimento para a vida que é facilmente desacelerado pelo estresse, cobrança, preocupação e competição.

Com toques terapêuticos excelentes nos pés a multiplicação das células boas parece se tornar mais fácil enquanto a eliminação de toxinas e outras substâncias nocivas ganha um novo vigor.

O problema da massagem nos pés ou em qualquer outra parte do corpo é: será que serei tocado da maneira certa, aquela que produz benefícios reais?

Uma pesquisa rápida no Google com a palavra chave “massagem” traz tanta nudez, insinuações, quando não menções explícitas a práticas sexuais, ou uma densa nuvem de misticismo e conteúdo religioso que rapidamente a pessoa de bem desiste de se aproximar da massoterapia.

Hoje eu sei o quanto importante é receber e dar toques terapêuticos.

Recomendo a massagem nos pés na família como um poderoso antídoto a depressões, crises de ansiedade, distúrbios do sono, transtornos alimentares, impulsos suicidas, fobias e solidões.

Após uma massagem doméstica, você ainda pode estender as suas mãos sobre seu familiar e dizer a ele as melhores palavras de esperança e fé que você consiga desejar para a sua vida, como um toque final imbatível!

Vá a uma perfumaria da sua confiança, peça para ver cremes de massagem, cheire algumas opções e deixe o seu nariz escolher o produto que vai levar. Volte para casa e, quando estiverem se preparando para dormir, proponha uma atividade diferente: hoje vamos fazer massagens nos pés.

Tenho certeza de que esse aprendizado trará frutos eternos para você e sua família.

Não precisa apertar com força e o melhor é começar bem de levinho. Sem expectativas de fogos de artifício nem curas instantâneas, persista nesse caminho o quanto puder. Mesmo sem ver, saiba que o toque bom pode muito em seus efeitos. Com ele, você e sua casa avançarão para um novo patamar de intimidade e comunhão, e a uma saúde mental verdadeira.

O toque certo pode mudar a sua vida para melhor!

Boa semana!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, psicólogo corporal, CRP 06/89471.

Tocando atletas

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco hoje aqui sobre o uso de Toques Terapêuticos para atletas.

A prática esportiva, recreativa ou profissional, requer das pessoas um desempenho físico com movimento, força, destreza e precisão. Temos a “máquina” humana aquecida e operando com capacidade alta por um considerável intervalo de tempo.

Para o atleta, a capacidade, harmonia e cadência respiratórias são fundamentais para garantir o melhor desempenho possível nas atividades aeróbicas e também naquelas de foco e exatidão. Por outro lado, o controle sobre as contrações musculares do corpo e sua alternância com estados de relaxamento é exigida.

Recentemente, com o avanço da ciência da Psicologia, têm-se descoberto mais e mais sobre a íntima relação entre os estados mentais dos atletas e sua performance esportiva. Temos o uso de música para auxiliar a coordenação motora e ativar a inteligência para o movimento. Também os trabalhos de condicionamento operante, perscrutando a essência da sequência rítmica corporal e combinações necessárias para a perfeição da ação. Além disso, temos ainda os trabalhos com as emoções e subjetividade dos atletas, alcançando o coração das motivações e anseios relacionados com a escolha da modalidade esportiva e a psicologia da vitória, o significado que impulsiona a vencer.

O esporte é, sem dúvidas, algo fascinante e intrigante: é o esforço “não necessário” que revela a beleza e o poder humanos em um ambiente controlado. Ninguém “precisa” do esporte, no sentido profundo da carência humana, no entanto, a cultura dos homens privilegia tais atividades e torna esse “desnecessário” um fundamental.

Para que o homem possa se entregar de corpo e alma em uma prática esportiva, ele precisa de muita “alma”, um propósito essencial, vivo e verdadeiro, impulsionando o treino exaustivo e a infinita repetição.

Tendo dito todas essas coisas, vamos refletir sobre as contribuições dos Toques Terapêuticos para o atleta esportista.

Em primeiro lugar os Toques Terapêuticos, promovendo estados profundos de relaxamento, ensinam gradativamente o corpo do atleta a alternância voluntária e involuntária entre a tensão e o relaxamento. Por incrível que pareça, há níveis de relaxamento que já não conseguimos mais alcançar à medida em que envelhecemos, o que acaba prejudicando a nossa potência física. Quanto mais profundo o relaxamento das fibras musculares, maior a força que ela pode produzir com sua contração.

Depois, os Toques Terapêuticos podem ser pivôs da melhora significativa da qualidade de sono dos atletas, cooperando, assim, para que alcancem sua melhor capacidade regenerativa entre uma partida/treino e outra.

Temos ainda que os Toques Terapêuticos favorecem a elaboração de conteúdos psicológicos dolorosos, promovendo, assim, gradativas transformações psíquicas que fazem dos atletas melhores companheiros de equipe, líderes motivados em ação, pessoas mais amorosas e comprometidas com suas famílias, companheiros de time e técnicos ou treinadores, e modalidade esportiva.

Como os Toques Terapêuticos tendem a afetar positivamente a capacidade respiratória dos atletas, acabam lhes proporcionando uma maior coordenação e harmonia motoras, além de uma melhora da circulação dos líquidos do corpo, da pressão sanguínea e do equilíbrio da sua produção hormonal.

Todo atleta deveria ter o seu próprio terapeuta corporal. Isso evitaria muitas lesões físicas e emocionais nessa longa jornada de aperfeiçoamento pessoal e conquistas humanitárias.

Projeto Terapêutico Toque Divino desenvolve um trabalho específico para esse público.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

O toque gentil

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco sobre o toque gentil hoje aqui.

“Toque gentil” era o modo como a Sra. Marion Rosen, Fisioterapeuta, falava sobre o toque que ela ministrava através do The Rosen Method Bodywork. Tudo começava com um suave “pouso” de mãos amorosas em uma parte do corpo dos seus pacientes.

Nas suas aulas, ela costumava introduzir o seu trabalho corporal dando aos seus alunos a oportunidade de experimentar: um se assentar em uma cadeira e o outro, por detrás dele, suavemente pousar suas mãos sobre seus ombros, só que prestando a atenção ao ser tocado e ao tocar um ao outro.

“Posso tocar em você?” é a pergunta por detrás desse trabalho que, eu diria, é o trabalho do amor.

O respeito sobre todas as coisas é a ferramenta que transforma essa experiência terapêutica em algo sagrado, sacralizável.

Muitos dos pacientes da Sra. Marion relatavam que por meio desse tratamento encontraram uma experiência de amor profundo e, assim, uma conexão espiritual.

O toque gentil é um toque de paciência, sensibilidade e contato íntimo. Não é íntimo porque é sensual, pois não é, mas é íntimo porque penetra até a vulnerabilidade do ser com intenções boas de cuidado, interesse, respeito e amor.

Gosto muito de trabalhar com esse tipo de toque, mas não é sempre que ele é o mais adequado ou aquele que convém para a promoção da Saúde Integral. Às vezes é preciso preencher e relaxar os caminhos neurais e vasculares, mas esse não é o melhor tipo de toque para isso.

A ação do toque gentil é principalmente alcançar o corpo emocional, ou seja, através do toque físico ativar a memória emocional que os órgãos, pele e tecidos corporais guardam dos eventos significativos da história de vida de cada um de nós.

As mãos de outro ser humano sobre o nosso corpo de uma maneira paciente, bondosa, calma e, especialmente, presente para nós, não somente fisicamente, mas também espiritualmente, faz toda a diferença nos processos de cura psicológica, que tanto nos interessam.

Como nos livrar dos cativeiros guardados pelas memórias corporais negativas e dolorosas? Gosto muito do toque gentil, quando o trabalho a ser feito é de motivo psicológico.

A técnica é simples: deve-se tocar o paciente com bastante respeito e leveza de mãos. Não se deve ficar apertando ou acariciando o corpo do outro, mas pacientemente se espera pelo aprofundamento da conexão da palma e dedos das mãos com o corpo tocado. À medida que passa o tempo, as mãos do terapeuta se ligam ao corpo do paciente e, a partir dessa boa qualidade de contato, então se move o corpo do paciente delicadamente, identificando com a ponta dos dedos e palma das mãos os lugares onde o corpo do outro apresenta uma rigidez mais proeminente.

Onde seguramos com mais força, guardamos o que nos é mais caro. Debaixo das tensões involuntárias do corpo ficam guardados os motivos principais para o nosso modo de ser e agir.

Às vezes o que temos protegido com a maior guarda é o nosso “deus”, uma memória de dor e violência incompreendida, mas poderosa para nos fazer ver o mundo inteiro de uma maneira dolorosa e deturpada. Por outro lado, existem tesouros no nosso interior que nos conectam com as outras pessoas e nos abrem interiormente para a experiência da compaixão.

“Por que é tão bom quando somos tocados assim?”, indagava a Sra. Marion. E a resposta é porque os toques humanos bons são parte de uma rotina de saúde e vida. Toques bons são sine qua non para a inteligência, o crescimento celular e a defesa contra agressores (sejam micróbios ou espíritos humanos maus).

Estudando um pouco de neuroquímica juntamente com a observação clínica chegamos ao entendimento de que o toque humano bom favorece a produção da oxitocina (hormônio relacionado com a experiência de acolhimento e segurança emocional) e a neurotransmissão da acetilcolina (neurotransmissor responsável pela diminuição da frequência cardíaca, aumento da motilidade visceral e o aprendizado cognitivo, transformação da memória e inteligência). Acredito inclusive que o trabalho com esse tipo de toque pode influenciar positivamente a regulação do ciclo glutamatérgico (estimulante do Sistema Nervoso Central), podendo contribuir positivamente em casos de doenças neurodegenerativas (mas essa é a conversa que terei algum dia em meu projeto de Doutorado, hehehe…).

Por hora, basta dizer que o treino do toque gentil gera um dom excelente! Muitíssimo útil como coadjuvante em tratamentos psicológicos (em primeiro lugar), mas também físicos.

Recomendo pelo menos uma experiência de toque gentil por semana, mas o ideal é que se tenha pelo menos uma delas por dia.

Comece simples: peça para seu cônjuge ou pai colocar suas mãos sobre seu corpo por 10min cronometrados no relógio ou aplique suas próprias mãos sobre seu corpo dessa maneira. Em algum tempo você perceberá pensamentos mais lúcidos e especialmente memórias subjetivas mais conscientes e passíveis de elaboração.

O toque gentil é uma bênção! Hehehehe…

Um abraço a todos! Tenham uma boa semana!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.