A vergonha e a verdade

Boa tarde a todos!

Estive pensando sobre o que escrever no post dessa semana. A categoria da vez é “Sabedoria cristã”.

Queria lhes falar hoje aqui um pouco sobre a relação entre a vergonha e a verdade.

Muitas pessoas estão acostumadas a pensar em Deus como uma realidade exteriora, objetal ou pessoal.

“Deus é o que está lá fora, ou melhor, lá em cima”, ou “Deus é uma pessoa diferente que mora do lado de lá”.

Mas Deus não é nem uma coisa lá fora nem uma pessoa diferente.

Os deuses são as personificações dos valores mais importantes que colocamos diante de nós.

É por isso que falar em deuses ainda não é dizer muita coisa redentiva ou construtiva, porque há valores que desgraçam a vida, atrasam os sonhos, adoecem o corpo, demenciam a mente, repelem os outros, e, no final, matam a alma.

As Escrituras Sagradas falam dos falsos deuses ou ídolos e do Deus Altíssimo, Eterno e Verdadeiro.

A falsidade de um ídolo está em que ele não é capaz de falar… Falar ao coração… Falar ao pulmão… Falar ao cérebro… Falar aos braços… Falar às pernas… Falar às emoções… Falar às relações… E sobretudo, incapaz de falar a verdade a respeito das coisas.

Enquanto um homem se desgasta em pecados, nada é capaz de falar à sua alma. Não há encontro, não há reconciliação com a integridade pessoal, não há um sopro de esperança de vida nem de futuro.

O falso deus é um pedaço de pau oco ou uma ideia vazia e sem valor, que nada ouve, nada vê, nada sente, nada entende… Na presença de um nada o homem segue cruelmente ignorando e esmagando a si mesmo, ferindo-se e degradando-se em todo o tipo de perversidade e malefícios.

Enquanto há mentira para com a alma, estamos envergonhados e procuramos as sombras de escanteio para alimentar os altares aos deuses que não passam de ausências, vazios, silêncios, sepulcros.

Por outro lado, por exemplo, quando um homem recebe a sua esposa do SENHOR, quer dizer através dos valores, Espírito ou Lei do SENHOR, o que acontece?

Ai não há vergonha alguma, há verdade. E na verdade ele encontra a reconciliação mais profunda consigo mesmo, com seus pais, família e ancestrais, e toma posse de uma qualidade de vida e saúde que jamais terá fim e pode ser apresentada dignamente a todos os homens.

É por isso que as Escrituras apresentam o SENHOR como o Único e Verdadeiro Deus.

A verdade da vergonha é que ela é um sinal do pecado, da substituição do que cura pelo que adoece, da prostituição do que devia ser beleza, justiça e honra, da negligência profunda de um homem para consigo mesmo por causa da sua falta de fé no Espírito Santo do SENHOR (o espírito que renuncia ao pecado e faz o que é o Certo mesmo enquanto a coisa errada continua acontecendo).

Não existe nenhum pecado que não seja um ato de violência contra a dignidade e a vida de quem o pratica.

Não existe nenhum caminho do SENHOR que seja um desrespeito contra a alma ou uma fonte de vergonha para a pessoa e os outros.

Quando você se arrepende de todo o seu pecado e algo foge da sua presença envergonhado, esse é o sinal da idolatria.

Uma vez que você se torna íntegro, inteiro, santo, então você consegue falar com as pessoas de bem e habitar os lugares de honra e dignidade, e participar das refeições que honram o SENHOR como Deus.

O Deus com “D” maiúsculo é belíssimo, mas não é nem uma pessoa nem um objeto lá longe. Ele é um espírito de santidade e formosura, de respeito e integridade, de coragem e força, de sabedoria e inteligência, de prudência e segurança, de favor e libertação, de poder e bênçãos sem fim.

Deixe a cura do SENHOR soprar para dentro do seu pulmão…

Abandone os ídolos, pare de chamar de precioso aquilo que só traz vergonha, morte e escravidão…

Pare de ser mau consigo mesmo(a), trate-se bem, arrependa-se dos falsos projetos e dos falsos valores, e volte-se para o Único Deus Verdadeiro…

O SENHOR está aqui, você percebe?

Louvado seja o Deus Eterno!

“Quem fizer do SENHOR o seu Deus e o colocar em primeiro lugar sobre toda a sua vida, ele(a) será curado até se tornar completamente feliz”!

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

Sobre relacionamentos

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre relacionamentos.

Relacionamentos são a fonte da vida e o único modo de se permanecer vivos, florescer e ser feliz.

Relacionamentos são a faca que nos fere a alma, a pedra que nos faz tropeçar, a primeira e a última camada do poder maligno que nos aprisiona em caminhos de morte e de infidelidade para com Deus.

Relacionamentos é um assunto muito delicado.

Quando somos crianças e adolescentes, e até o final da juventude conhecemos basicamente o que sentimos e experimentamos. E essas são essencialmente as marcas que recebemos do espírito de outros.

Em relacionamentos somos gerados e criados, nossa vida, ou melhor, a vida que aparece em nós no começo é um resultado direto da influência que outras pessoas têm sobre nós. E isso é ser jovem.

Mas a partir de um determinado ponto, passamos a identificar melhor os espíritos dos relacionamentos e começamos a ter que fazer escolhas cada vez mais difíceis e significativas.

Se no começo temos alguma liberdade de escolha apenas dentro das fronteiras da espiritualidade de nossos pais ou cuidadores primários, com a vida adulta devemos passar a um amadurecimento que porá à prova até mesmo o espírito dos nossos pais.

A verdade é que toda espiritualidade se constrói apoiada em relacionamentos.

Agora, o que acontece ao casal que descobre falhas graves na espiritualidade de seus pais? O que acontece ao adulto que descobre que o ar em que respiram os seus relacionamentos de infância é tóxico ou escravizador? O que acontece à senhora idosa que percebe que sua vida foi desperdiçada servindo solidariamente a espíritos de perversidade?

Para se por novamente de pé, é necessário amputar o membro necrosado, aceitar o dano da perda e receber a cura que vem de Deus.

Mudar de mente é mudar de mesa; mudar de espírito é mudar nos relacionamentos.

Vivemos em um tempo que diz: “quanto mais gente melhor”.

Mas a sabedoria de Deus diz que “quem tem muitos amigos pode chegar à ruína” (Pv 18.24a. NVI).

Quando o tempo investido juntos é muito grande, a marca na alma fica mais profunda. Por isso que “há amigo mais apegado que um irmão” (Pv 18.24b. NVI).

Contudo, o certo é que se construa o apego apenas por aquela família que nascer ao redor da sua autêntica luta pela justiça e marcha pelo e para os caminhos do bem.

Se você está muito apegado em relacionamentos ímpios, se quiser viver, vai ter que sofrer na carne a dor de terminá-los.

Terminar um relacionamento de grande apego é como morrer. E não há como suavizar esse drama.

Mas a morte para um relacionamento ruim é o único caminho e a vida para um relacionamento novo e bom, que virá para aquele(a) que crê.

Quem morrer a morte de Jesus Cristo, qual seja, se dispor a perder todas as coisas, honras e benefícios, e a ficar totalmente sozinho se isso for necessário para não pecar mais contra Deus e fazer o que é certo aos Seus olhos, vai ser ressuscitado da mesma forma como ele foi. E ressurreição quer dizer restituição plena e ainda um benefício muito superior à soma de todos os benefícios perdidos anteriormente nas renúncias do arrependimento e da fé.

Se você só tem relacionamentos ruins, então primeiro vai ter que pagar o preço da solidão e sofrer o dano das rupturas para que depois Deus possa lhe trazer novos e bons relacionamentos, e, com eles, a vida eterna.

Às vezes o novo relacionamento acontece até mesmo com pessoas das antigas, mas isso é assim apenas quando elas também se dispõe a fazer algo novo e a renunciar aos ídolos velhos. Mas maravilhosamente a novidade de Deus muda os nossos olhos e abre o nosso coração de uma maneira verdadeira, e passamos a ver valor onde não víamos, a conhecer pessoas que não existiam para nós e a encontrar afetos calorosos onde não havia nada.

O que acontece ao homem quando ele é socorrido por Deus?

Ele encontra o amor, a fraternidade, a prosperidade e a paz pela qual sempre ansiou.

Não tem jeito fácil de se terminar um relacionamento ruim de dias, que dirá um de anos. Por isso, se você precisa fazer isso agora, apenas seja forte e corajoso(a), creia em Deus e confie na santidade: a retidão jamais terá fim. Além disso, existe uma força de ressurreição que é capaz de fazer um relacionamento ruim que você rompeu hoje para fazer o que é o certo diante de Deus renascer como um relacionamento bom no futuro se você permanecer fiel a Deus e a outra pessoa se voltar para Ele também.

A recompensa da justiça é uma vida plena e abundante florescendo através de alianças e laços afetivos que permanecerão para sempre!

Os nomes disso são: Igreja com “i” maiúsculo, família verdadeira e amigos de Deus.

Eu acredito em Deus! Se Ele me ampara, também apara você! O Seu amor dura para sempre e a sua fidelidade de geração em geração!

Se você pedir, Ele lhe ajudará a ser perfeito(a). Tão somente tenha fé e o amor de Deus encherá a sua vida.

Depois da guerra justa, haverá paz, promessa de Deus.

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.