Toda brincadeira termina em choro

Boa tarde a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que conquistando a dignidade por meio da sua fidelidade ao Cristo!

Hoje vamos falar um pouco aqui sobre o choro que se segue à alegria.

Tenho uma filha de 3 anos, a Rafaela. E existe um fenômeno com ela que é muito interessante: com toda a avidez ela deseja brincar com o papai, quando ele não está trabalhando. Então nesses momentos ela leva ele para uma área de brincadeiras e pula, sobe, escala, esconde, conversa, ri, etc., etc. Até não aguentar mais! A alegria de brincar com o papai é imensa e visível em todos os aspectos. Todavia, após o período prolongado de brincadeiras e desafios, sobrevém um tempo quase inevitável em que ela começa a chorar, como diz a mamãe Cibele, “chorar de cansaço”.

O que esse fenômeno infantil nos ensina sobre a vida? O que a sabedoria cristã nos ensina nesse contexto?

Tenho aprendido que toda a brincadeira termina em choro.

Temos alvos e sonhos a realizar, nosso coração está vivo e pulsa na direção da realização de coisas favoritas e acontecimentos especiais. Mas quando estamos na oportunidade perfeita de realizá-los de fato, então nos deparamos com o fato de que todas as coisas que podemos fazer ou idealizar são somente coisas comuns, e que ao final de um dia especial, uma festa ou uma coroação, estaremos de volta às realidades normais da vida, as responsabilidades, as frustrações cotidianas e os pesos e preocupações de cada dia.

Se é preciso aprender que se o choro dura uma noite, então a alegria vem pela manhã, também é preciso saber que toda brincadeira termina em choro.

As expectativas fantásticas de transformações radicais e estados de contentamento permanentes devem ser superadas na descoberta de que os dias especiais não substituem nem anulam os dias rotineiros e trabalhosos da nossa vida.

As realidades emocionais difíceis e indigestas terão que ser conquistadas, pois nenhuma circunstância ou substância é capaz de nos entorpecer de alegria eternamente.

A verdadeira alegria no coração do homem somente nasce da disposição persistente de enfrentar e conviver sabiamente com as memórias traumáticas, com os processos orgânicos da tristeza e com a necessidade reiterada de tomar novo fôlego espiritual por meio de orações e súplicas significativas ao longo de cada dia.

Uma hora teremos que ouvir toda a história que está guardada dentro de nós, uma hora teremos que nos dar conta do luto que carregamos pela morte de coisas/pessoas que amávamos, uma hora teremos que perdoar no SENHOR Deus aqueles que nos perseguem.

A luz do dia somente ilumina a alma daqueles que são corajosos até o ponto da descoberta do amor.

Folia termina em cinzas, porque alegria artificial se compra com irresponsabilidades e comprometimento da integridade que vivifica.

Riso e choro, euforia e lamentação.

Toda brincadeira termina em choro e tudo isso foi criado pelo SENHOR Deus para o nosso bem.

Fira-me o SENHOR Deus, cure-me o seu justo.

Você tem grande valor!

Boa semana a todos!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, teólogo, e o editor do blog Curados por Deus.

Tratando a Depressão e o Transtorno Bipolar

Boa tarde a todos!

Hoje temos a terceira parte da entrevista da Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro, Psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Membra da Comissão Científica da ABRATA e autora dos livros O Médico como Paciente Suicídio: Estudos Fundamentais para o Espaço Online da Jovem Pan News falando sobre os tratamentos para a depressão e transtorno bipolar.

Esses transtornos representam um grande problema para os pacientes psiquiátricos, contudo hoje é possível alcançar uma vida funcional e feliz a partir da sua correta identificação, aconselhamento e psicoterapia para o abandono de comportamentos agravantes, como abuso de drogas, e o controle medicamentoso com antidepressivos e/ou estabilizadores do humor, como o Carbonato de Lítio, alguns anticonvulsivantes e antipsicóticos de nova geração, com efeitos colaterais menores e melhores suportados pelas pessoas, facilitando que os pacientes não interrompam o tratamento por causa de desconfortos maiores.

Os pacientes psiquiátricos precisam entender a grande tragédia de uma recaída desnecessária pelo abandono do Tratamento Médico. O grande objetivo dele não é apenas a remissão dos sintomas da doença mental, mas um retorno à funcionalidade plena para a vida: capacidade para estudo, vida familiar, trabalho, vida social, conjugalidade, espiritualidade e devoção, etc. A ideia mais importante por detrás de um Tratamento Psiquiátrico é a promoção da qualidade de vida ou a Saúde Integral.

Muitas pessoas permanecem incapacitadas para o trabalho porque não recebem suporte da Psicoterapia, Psicoterapia Familiar, além da manutenção do Tratamento Psiquiátrico.

Dra. Alexandrina faz aqui um paralelo dizendo que para o cardiopata, sua pressão está boa desde que continue tomando seus remédios; com o diabético e sua glicemia acontece da mesma maneira. Portanto o paciente psiquiátrico também deve se manter fiel a seu Tratamento Médico se tem a expectativa de continuar pleno de Saúde Mental.

Hoje os medicamentos psiquiátricos oferecem prejuízos colaterais mínimos de modo que o usuário rapidamente deixa de perceber alguma mudança negativa significativa com o uso continuado deles. Por isso há melhores condições para eles guardarem a discrição sobre esse uso, driblando o preconceito social relacionado à doença mental mais facilmente.

Depressão e Transtorno Bipolar são doenças de evolução crônica que, portanto, não podem ser remediadas definitivamente. Por isso que o Tratamento Psiquiátrico é permanente.

O papel da família é dar suporte ao paciente psiquiátrico, favorecendo o uso da medicação, diminuindo os impactos de eventos estressores sobre ele e construindo uma rede de assistência para si mesma por causa da sua implicação com o doente e cargas desse cuidado.

A ABRATA dá suporte aos pacientes e seus familiares, ajudando-os a lidar melhor com os eventos estressores da vida com novas e melhores estratégias de enfrentamento.

Bem orientados, os pacientes psiquiátricos aprendem a reconhecer os sintomas da sua psicopatologia e logo adquirem o controle sobre sua vida mental, podendo tanto descrever precisamente os sinais de uma nova recaída para seu Médico Psiquiatra quanto bolando estratégias inteligentes para evitá-la.

Mesmo quando há prejuízo da sexualidade no Tratamento Psiquiátrico, isso facilmente pode ser contornado através da variedade e gradientes de ajustes medicamentosos disponíveis. Mas geralmente esse tipo de prejuízo está muito mais relacionado à própria doença do que ao controle medicamentoso, por exemplo, pessoas deprimidas têm baixa libido e pessoas em estados maníacos tendem a ter uma sexualidade exacerbada.

ABRATA é uma ONG que reúne profissionais Médicos que padecem do Transtorno Afetivo Bipolar e oferecem serviços, como palestras, para o suporte desses pacientes psiquiátricos e suas famílias.

Dra. Alexandrina é uma excelente Médica Psiquiatra e todo o seu trabalho é mais do que recomendado!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

Sintomas do Transtorno Bipolar

Bom dia a todos!

Hoje temos a segunda parte da entrevista da Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro, Psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Membra da Comissão Científica da ABRATA para o Espaço Online da Jovem Pan News falando sobre os sintomas apresentados pela pessoa bipolar. Ela é autora dos livros O Médico como Paciente Suicídio: Estudos Fundamentais.

As duas polaridades afetivas nesse transtorno de humor são: a depressão e a mania.

O Trastorno Bipolar é uma doença crônica cíclica que evolui por fases; afeta de 1 a 5% da população; tem pico de início entre 15 a 30 anos; leva de 5 a 10 anos para se ter um diagnóstico correto; e leva a frequentes hospitalizações.

A Dra. Alexandrina começa esse bloco descrevendo os sintomas dos episódios de mania. E explica que o Transtorno Bipolar Tipo 1 é aquele em que a pessoa, além dos episódios depressivos, tem episódios de euforia plena, enquanto o Tipo 2 alterna episódios de depressão com a hipomania, que são estados eufóricos menos intensos. Ainda haveria o Transtorno Bipolar de Estado Misto, que é quando a pessoa manifesta depressão e euforia simultaneamente, acometendo cerca de 1/3 da população doente.

Em todos os casos, ele gera prejuízos para as pessoas em todos os âmbitos da sua vida: problemas pessoais, conjugais, familiares; promiscuidade; problemas profissionais e perda de emprego; desastre financeiro; abuso de álcool e/ou outras drogas; mortalidade cardiovascular aumentada e outros danos ao organismo, como disfunções hormonais, endócrinas, imunológicas e até neurológicas; e promove alto índice de suicídio.

O diagnóstico correto, contudo, é algo muitas vezes difícil de se fazer, mesmo para profissionais experientes, e em alguns casos pode levar até 10 anos para o acerto. Múltiplas avaliações e um trabalho contínuo são necessários na maioria das vezes.

Embora ainda não se tenha a perspectiva de uma cura definitiva para esse transtorno mental, é possível com a ajuda do arsenal médico disponível alcançar um controle sobre essa condição de doença mental, ajudando os pacientes a permanecerem a maior parte do tempo em estados de eutimia, que é quando se tem estados de humor equilibrados e distantes dos picos maniacos-depressivos.

Não é comum um paciente em estados maníacos ficar agressivo e promover prejuízos diretos a terceiros, como se imagina. Mas o paciente em estados depressivos, por outro lado, tende a voltar a sua agressividade contra si mesmo aumentando bastante o risco de ideação suicida.

O que é comum a todos os estados patológicos do Transtorno Bipolar, no entanto, é a impulsividade exacerbada, às vezes associadas a comorbidades, como o abuso de drogas, o que agrava ainda mais o problema mental. Por exemplo, aproximadamente 60% das pessoas com Transtorno Bipolar são dependentes de álcool, aponta a Dra. Alexandrina. E a origem do vício nesses casos parece estar associada à depressão inicial que geralmente marca o começo desse transtorno.

Ela explica que os pacientes tendem a passar 70% do tempo em estados depressivos e apenas 30% em estados maniacos ou hipomaníacos. E pontua que drogas como anfetaminas, usadas em tratamentos de emagrecimento principalmente por mulheres, também estão associadas ao desenvolvimento de quadros maníacos ou hipomaníacos.

A importância dos estabilizadores de humor é grande para o controle dos transtornos de humor e são apontados como um recurso terapêutica necessário para os casos de Transtorno Bipolar.

Esse é o comentário apenas do 2º bloco, mas vale à pena conferir a entrevista na íntegra!

A Dra. Alexandrina M. A. S. Meleiro é uma excelente profissional de Saúde Mental.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.