Lendo a Bíblia

“Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus[, o Cristo do SENHOR,] à prova e lhe perguntou: ‘mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?’

‘O que está escrito na Lei?’, respondeu Jesus. ‘Como você a lê?’

Ele respondeu: ‘ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e ame o seu próximo como a si mesmo’.

Disse Jesus: ‘você respondeu corretamente. Faça isso e viverá'” (Lucas 10.25-28. NVI).

Boa tarde a todos!

Sem dúvidas, a seção desse blog que mais gosto de escrever é essa daqui, Lendo a Bíblia.

Muito já foi dito sobre as verdades espirituais e a primazia do SENHOR, como o único Deus Verdadeiro. Mas com o texto dessa semana temos a chance de começar de novo, a chance de dizer o princípio de todos os começos para todo o homem de fé.

O que queremos da vida? Qual a esperança mais básica no coração de todo ser humano?

Queremos “Viver” com “V” maiúsculo.

A expressão “eterna” em “vida eterna” tem esse sentido primordial: vida eterna é a vida perfeita, a vida divina.

A pergunta lógica que se segue é: “como obtê-la?” E a resposta do crente é “faça como ensinam as Escrituras Sagradas”.

O caminho para a vida eterna não está velado, oculto, selado. Basta levar à sério o Espírito do SENHOR, o Deus Eterno, ou melhor, amar esse espírito de santidade.

Amar de todo o coração…

Amar de toda a alma…

Amar de todas as nossas forças…

Amar de todo o nosso entendimento…

É preciso amar o SENHOR Deus de todo e com tudo.

Amar aquele sob o jugo de quem me coloco voluntariamente todo dia. Acatar o seu comando com zelo, alegria e prazer. Meditar nos seus preceitos até encontrar o seu espírito essencial, dando lugar a ele em meu próprio corpo e voluntariedade.

Paradoxalmente, submeter-me ao SENHOR Deus Eterno é o mesmo que amar-me a mim mesmo e de todo o coração. Não existe cuidado eficaz e maravilhoso sobre mim mesmo que não represente uma aceitação direta e completa a algum dos perfeitos mandamentos do SENHOR Deus.

Os nós da minha vida, sejam doenças, prejuízos, dívidas, vícios ou ruínas, são todos causados por algum ponto em minha pessoa que ainda não se submete à bondosa e preciosa Lei do SENHOR Deus, o Espírito Santo. Por essa razão que a plena felicidade começa com o amor ao SENHOR Deus, pois quem ama a si mesmo é somente aquele que aprendeu a amar o verdadeiro Deus.

Depois que a Justiça de Deus entrou no meu corpo, então, com olhos bondosos e perfeitos, passo também a enxergar o meu próximo e a vislumbrar o valor divino que ele tem e nasceu para ter.

Amar ao SENHOR Deus tem tudo a ver com amar a mim mesmo. E amar a mim mesmo tem tudo a ver com amar as outras pessoas, especialmente as outras pessoas que estão mais próximas de mim.

Quando você se alinha com o Deus Certo, então naturalmente se alinha com a Lei Eterna que vê o valor potencial de cada ser humano.

Eu quero a vida eterna… Você quer ela também?

“Não matarás… Não adulterarás… Não darás falso testemunho contra o seu próximo… Não cobiçarás… Não terás outros deuses além de mim… Guarda um dia para o descanso completo de todos os trabalhos da sua vocação… Sê misericordioso com o fraco desamparado… Sê justo com aquele sobre quem você tem poder para machucar… Lembre-se dos órfãos e das viúvas, e de todo aquele que não tem meios práticos para se defender e que precisam de ajuda…”

Todo o caminho só nos leva a algum lugar se nos dispomos a percorrê-lo.

Quando damos o primeiro passo, na porta de casa, na direção da China, não estamos ainda na China e nem mesmo próximos de onde queremos chegar. Mas não há outro jeito de se chegar lá a não ser começando a nos mover na direção da terra que nos foi prometida como herança.

Jesus, o Cristo do SENHOR, disse a verdade: “se você guardar a Lei do SENHOR Deus, seu Espírito Santo, seu Espírito de Santidade, então um dia será Feliz”.

Pense nisso. Ore ao SENHOR Deus. E ponha-se a caminhar na direção da retidão absoluta.

Somente aqueles que tiverem fé entrarão na Terra Prometida.

Pense nisso!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

A joia de Marion Rosen

Boa tarde a todos!

Perguntei para a minha esposa: “amada, sobre o que devo escrever agora?” E ela me respondeu: “amado, fale sobre sua percepção do trabalho de Marion Rosen; fale sobre como os anos de trabalho podem produzir um espírito correto e um discernimento apurado”.

Apesar de minha intensa admiração por Marion Rosen sei que não sou capaz de falar dela com toda a propriedade, pois nem a conheci pessoalmente, nem tive acesso a toda a extensão do seu trabalho.

Por isso, vou falar apenas como alguém que conhece algo do seu trabalho e que recebeu o toque de um de seus discípulos; não como um biógrafo, mas como um distante admirador.

Marion Rosen foi uma joia que levou muitos anos para ser lapidada com sucesso.

A beleza e o poder do seu trabalho não foram alcançados sem suor, correção, dedicação e muito trabalho anos a fio.

Temos uma história de superação pessoal por detrás da criação de um método terapêutico maravilhoso e uma sensibilidade poderosa, que foi refinada até o ponto do equilíbrio e garantiu uma eficácia terapêutica extraordinária.

Marion Rosen sofria de asma e trabalhou a vida inteira para devolver o sopro sadio a si mesma e aos outros.

São os anos dedicados ao trabalho para curar a parte do mundo que nos toca que produzem em nós um espírito correto e um discernimento apurado sobre o que realmente é importante e decisivo no trabalho e na vida.

Marion Rosen respeitava os seus pacientes e se tornou capaz de perceber a mais sutil das variações nos padrões respiratórios  deles para apontar até mesmo as idades a que seus traumas emocionais se referiam.

O vigor da juventude é belo, mas como é bela também a sabedoria dos cabelos brancos de um bravo!

A coragem que é necessária hoje é a de enfrentarmos nossos problemas de hoje a cada dia com o bom ânimo da responsabilidade e fidelidade de quem sabe colherá os frutos de vitória no distante amanhã.

Quem não é fiel nos bastidores da vida, jamais terá algo de autêntico, útil, honroso e bom para oferecer aos outros.

Como está a sua família? Histórias de ruína podem gerar excelentes construtores de abrigos.

Como está a sua saúde? Histórias de doença podem gerar excelentes Médicos e Terapeutas.

Como está a sua vizinhança? Histórias de desamparo podem gerar excelentes Assistentes Sociais.

Tenho mais duas perguntas para você hoje:

(1) Qual é o trabalho pequeno que está posto diante de você pelas urgências da vida no dia de hoje?

(2) Qual é o trabalho grande que o seu coração pôs diante de você desde o princípio da sua consciência?

Se você for absolutamente fiel com o trabalho pequeno, um dia terá condições de assumir a responsabilidade pelo trabalho grande.

Se você jamais se esquecer do seu trabalho grande, seu trabalho pequeno não será tão penoso e mais rapidamente terá o efeito pretendido pelo SENHOR Deus no aperfeiçoamento do seu caráter.

Histórias de grandeza são aquelas histórias da fidelidade, da humildade e da perseverança no bem.

A Vida Eterna começa com a pequena decisão de assumir responsabilidade agora pelo que realmente nos chama desde o interior da nossa alma. Fazer o que é o Certo mesmo sem provas ou garantias tem tudo a ver com o salto de fé que conquista para nós a Cura Divina.

O emprego dos sonhos fica cada vez mais próximo daquele que aceita hoje o emprego humilde na missão do outro de bom coração.

“Para uma casa imunda ficar limpa é preciso dar a primeira vassourada”.

Há esperança para todo aquele que começar.

Há ajuda só para quem se põe a trabalhar.

O começo humilde e a perseverança esperançosa na sua Missão Divina levam sempre a um fim grandioso e bom.

Obrigado, Marion Rosen, nós também vamos ficar de pé.

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

A autoridade, a fé e a cura.

“Tendo terminado de dizer tudo isso ao povo, Jesus entrou em Cafarnaum.

Ali estava o servo de um centurião, doente e quase à morte, a quem o seu senhor estimava muito.

Ele ouviu falar de Jesus e enviou-lhe alguns líderes religiosos dos judeus, pedindo-lhe que fosse curar o seu servo.

Chegando-se a Jesus, suplicaram-lhe com insistência: ‘este homem merece que lhe faças isso, porque ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga’.

Jesus foi com eles.

Já estava perto da casa quando o centurião mandou amigos dizerem a Jesus: ‘senhor, não te incomodes, pois não mereço receber-te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade e com soldados sob o meu comando. Digo a um: vá, e ele vai; e a outro: venha, e ele vem. Digo a meu servo: faça isso, e ele faz’.

Ao ouvir isso, Jesus admirou-se dele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: ‘eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha fé’.

Então os homens que haviam sido enviados voltaram para casa e encontraram o servo restabelecido” (Lucas 7. 1-10. NVI).

O texto conta a história do ato de fé de um centurião romano, um gentil, um não judeu, que entendia de autoridade e, por isso, possuía grande fé.

Dizem que a fé se baseia na imaturidade e na ingenuidade, ou também no pensamento positivo e na obstinação, como se o homem da fé fosse ou o inexperiente e o sonhador ou o arrogante e o obsessivo.

Mas penso que a fé se baseia no temor a Deus e na maturidade genuína: o reconhecimento da autoridade e a sujeição a ela em confiança.

Fé é coisa de gente madura e sábia; é coisa de quem recebe o Reino de Deus como uma criança, que confia completamente na autoridade de seu pai.

“Onde está o poder? Quem possui a autoridade?”, essas são perguntas importantes e definitivas. Quem encontra a resposta a essas perguntas pode encontrar a sabedoria que leva à fé.

O autor de Hebreus nos ensina que a fé é um tipo de certeza e prova. Isso advém do temor do SENHOR, o vislumbre da realidade última, o reconhecimento da autoridade eterna e a sujeição a ela.

A âncora que mantém uma pessoa firmada em Deus é a fé.

Quem avança na vida e experimenta a dor e o sofrimento prolongados anos a fio vai descobrindo que as autoridades temporais são passageiras e só existem porque derivam da autoridade de Deus. É a autoridade de Deus que dá base, força, legitimidade e sustentação para todas as pessoas. E as pessoas vem e vão, mas a autoridade de Deus permanece para sempre.

Quem recebe autoridade e tem olhos para ver percebe que o poder que tem nas mãos aponta para Deus. A autoridade não é sua, mas lhe é emprestada para cumprir os desígnios de Deus. Ela se sustenta em uma outra fonte que não são os seus próprios méritos e recursos: seu sustento é espiritual e o espírito que a sustenta é o Espírito Santo de Deus.

O centurião romano era um homem bom, pois amava a nação de Israel, construiu-lhe uma sinagoga e tinha o favor de líderes religiosos judeus.

Consideremos: Israel é a nação escolhida, amada, liberta e redimida por Deus; a sinagoga é o lugar para o ensino das Escrituras Sagradas e culto ao Deus Eterno, o SENHOR; e os líderes religiosos judeus não intercediam por qualquer um.

Como um centurião romano pode se aproximar dessa maneira do povo de Deus (estrangeiros) sem a percepção e o discernimento das coisas espirituais, a saber, a autoridade de Deus?

Não é possível amar nem trabalhar por nem conhecer o povo de Deus sem reconhecer a autoridade do Nome que está sobre e entre eles.

São olhos que enxergam as coisas espirituais que reconhecem a autoridade quando estão diante dela.

E sem o reconhecimento da autoridade não há fé.

Enquanto não aceitarmos que a autoridade existe, jamais poderemos dar os passos da fé.

Fé não é tolice vazia; é a sabedoria profunda da vida; é o discernimento das verdades e poderes espirituais; é o ato de todo aquele que ao encontrar o Poder da Vida submete-se ao seu Senhor.

O centurião romano teve o seu servo curado por Deus.

O centurião romano reconheceu a autoridade em Jesus Cristo e por isso intercedeu a ele por seu servo a quem muito estimava. E confirmando a sua fé madura e correta, Deus realizou esse milagre em nome de Jesus Cristo, o Salvador, por meio do Espírito Santo para o louvor da Sua glória e a salvação daquela casa e além.

Deus cura.

Quem acha a Deus, acha a sua cura.

Quem acha o Espírito de Deus, acha a sua cura.

Quem acha o Filho de Deus, acha a sua cura.

Quem acha a Igreja de Deus, acha a sua cura.

Meditemos sobre isso.

E oremos assim: “Senhor Jesus Cristo, não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize uma palavra e eu e minha casa seremos curados. Pois também sou pessoa sujeita à autoridade”.

Amém.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.