Inerrância bíblica

Boa noite a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que a cada novo dia estejam se dando conta do privilégio que é o tempo em que podem estar juntos, compartilhando a vida e tocando uns aos outros em amor!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre o conceito teológico chamado inerrância bíblica.

A organização da religião cristã foi acontecendo, uma vez que a cada dia se tornava mais relevante a nova religião centrada na pessoa de Jesus, o Cristo do SENHOR Deus.

Os apóstolos como fundamentos foram dando lugar aos escritos apostólicos e canônicos, pois com sua inevitável morte, seria necessário levantar fundamentos atemporais para a religião cristã.

Houve então concílios e reuniões com autoridades da igreja institucionalizada em que se elegeram quais livros/cartas seriam acrescentados ao cânon judaico, como Escrituras Sagradas, Palavra de Deus.

A partir dessa escolha, foram necessárias explicações e argumentos para justificar essa biblioteca especial. E nesse ponto chegamos à ideia fundamental da inspiração divina.

“Os livros da Bíblia foram inspirados pelo SENHOR Deus”, postularam. Por essa razão, concluíram, “a Bíblia não contém erros”, o conceito de inerrância.

Esse último salto, a meu ver, se dá mais por um tipo de reserva de mercado do que por uma sincera observação do material bíblico, pois a Bíblia contém erros. Por exemplo, em Apocalipse 7. 4-8, as 12 tribos de Israel são enumeradas equivocadamente, pois as tribos de Manassés e Benjamim são a tribo de José, seu pai, e a de Dã não é mencionada.

Mas teólogos, como o Dr. William Lane Craig, argumentam que a Bíblia contém erros, mas todos os seus ensinos são verdadeiros. Infelizmente, porém, isso também não é verdadeiro. Por exemplo, no livro Eclesiastes de Salomão, o autor ensina que a vida é vazio de vazios e que tudo o que o homem faz na terra é correr atrás do vento, o que somente é verdadeiro para pessoas praticando pecados, como o próprio Salomão, que no final da vida construía templos pagãos para suas “esposas”. Ou também a conclusão do livro de Jó, que desmerece toda a contribuição dos discursos dos amigos de Jó, sendo que elas, na verdade, são o único conteúdo divinamente inspirado, que justifica a presença desse livro na Bíblia.

Assim, chegamos à conclusão de que o conceito de inerrância bíblica quer induzir-nos, manipular-nos, inclinar-nos em uma direção, para darmos importância ao texto bíblico e aos seus intérpretes autorizados, por um motivo que na verdade não é verdadeiro.

Infelizmente, a Bíblia contém erros. Mas é muito importante!

O único jeito de se interpretar a Bíblia corretamente é se concentrando na sua própria experiência de arrependimento e fé, pois é o Espírito Santo que nos convence da verdade, da justiça e do juízo do SENHOR Deus.

Quem se move sinceramente na direção do SENHOR Deus, Pai Celestial, vai sendo santificado, quer dizer, a verdade divina vai ganhando espaço em seu coração e, desse modo, ele consegue discernir a verdade de Deus no meio dos textos sagrados e na vida, onde ele está.

O caminho que leva à salvação (socorro, livramento, cura, perdão, favor divinos, etc.) não é difícil de se encontrar, mas requer a coragem de julgar e decidir, conforme os santos mandamentos do SENHOR Deus.

A Bíblia Sagrada contém erros, mas o justo encontra nela a sua força e consolação.

A Bíblia Sagrada contém ensinos equivocados, mas o santo encontra nela a esperança de vida eterna.

Prefiro a Bíblia Sagrada do que qualquer outra coleção de livros, pois meditando sobre suas palavras eu ouço a voz do SENHOR Deus, o único Deus Verdadeiro.

Eu acredito em milagres!

Uma boa semana para todos vocês!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, teólogo amador.