Homenagem a Marion Rosen

Boa noite a todos!

Hoje temos aqui um vídeo com lições de Marion Rosen, Fisioterapeuta, Criadora do The Rosen Method Bodywork.

Não sou capaz de expressar em palavras o tamanho da minha admiração e reverência por essa mulher tão especial.

O trabalho que ela desenvolveu com o uso de Toques Terapêuticos é fenomenal e sua contribuição para o estudo dos efeitos do toque humano são incomparáveis para mim.

Sinto muitíssimo a perda da sua vida, ela faleceu em 2012. Mas espero com todas as minhas forças fazer viver e valer a sua contribuição para a humanidade através do meu próprio trabalho como Psicólogo Corporal.

Se você quer aprender sobre Psicologia Corporal, não pode deixar de conhecer o legado de Marion Rosen.

Esse vídeo é um tesouro!

Aproveitem!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

O toque gentil

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco sobre o toque gentil hoje aqui.

“Toque gentil” era o modo como a Sra. Marion Rosen, Fisioterapeuta, falava sobre o toque que ela ministrava através do The Rosen Method Bodywork. Tudo começava com um suave “pouso” de mãos amorosas em uma parte do corpo dos seus pacientes.

Nas suas aulas, ela costumava introduzir o seu trabalho corporal dando aos seus alunos a oportunidade de experimentar: um se assentar em uma cadeira e o outro, por detrás dele, suavemente pousar suas mãos sobre seus ombros, só que prestando a atenção ao ser tocado e ao tocar um ao outro.

“Posso tocar em você?” é a pergunta por detrás desse trabalho que, eu diria, é o trabalho do amor.

O respeito sobre todas as coisas é a ferramenta que transforma essa experiência terapêutica em algo sagrado, sacralizável.

Muitos dos pacientes da Sra. Marion relatavam que por meio desse tratamento encontraram uma experiência de amor profundo e, assim, uma conexão espiritual.

O toque gentil é um toque de paciência, sensibilidade e contato íntimo. Não é íntimo porque é sensual, pois não é, mas é íntimo porque penetra até a vulnerabilidade do ser com intenções boas de cuidado, interesse, respeito e amor.

Gosto muito de trabalhar com esse tipo de toque, mas não é sempre que ele é o mais adequado ou aquele que convém para a promoção da Saúde Integral. Às vezes é preciso preencher e relaxar os caminhos neurais e vasculares, mas esse não é o melhor tipo de toque para isso.

A ação do toque gentil é principalmente alcançar o corpo emocional, ou seja, através do toque físico ativar a memória emocional que os órgãos, pele e tecidos corporais guardam dos eventos significativos da história de vida de cada um de nós.

As mãos de outro ser humano sobre o nosso corpo de uma maneira paciente, bondosa, calma e, especialmente, presente para nós, não somente fisicamente, mas também espiritualmente, faz toda a diferença nos processos de cura psicológica, que tanto nos interessam.

Como nos livrar dos cativeiros guardados pelas memórias corporais negativas e dolorosas? Gosto muito do toque gentil, quando o trabalho a ser feito é de motivo psicológico.

A técnica é simples: deve-se tocar o paciente com bastante respeito e leveza de mãos. Não se deve ficar apertando ou acariciando o corpo do outro, mas pacientemente se espera pelo aprofundamento da conexão da palma e dedos das mãos com o corpo tocado. À medida que passa o tempo, as mãos do terapeuta se ligam ao corpo do paciente e, a partir dessa boa qualidade de contato, então se move o corpo do paciente delicadamente, identificando com a ponta dos dedos e palma das mãos os lugares onde o corpo do outro apresenta uma rigidez mais proeminente.

Onde seguramos com mais força, guardamos o que nos é mais caro. Debaixo das tensões involuntárias do corpo ficam guardados os motivos principais para o nosso modo de ser e agir.

Às vezes o que temos protegido com a maior guarda é o nosso “deus”, uma memória de dor e violência incompreendida, mas poderosa para nos fazer ver o mundo inteiro de uma maneira dolorosa e deturpada. Por outro lado, existem tesouros no nosso interior que nos conectam com as outras pessoas e nos abrem interiormente para a experiência da compaixão.

“Por que é tão bom quando somos tocados assim?”, indagava a Sra. Marion. E a resposta é porque os toques humanos bons são parte de uma rotina de saúde e vida. Toques bons são sine qua non para a inteligência, o crescimento celular e a defesa contra agressores (sejam micróbios ou espíritos humanos maus).

Estudando um pouco de neuroquímica juntamente com a observação clínica chegamos ao entendimento de que o toque humano bom favorece a produção da oxitocina (hormônio relacionado com a experiência de acolhimento e segurança emocional) e a neurotransmissão da acetilcolina (neurotransmissor responsável pela diminuição da frequência cardíaca, aumento da motilidade visceral e o aprendizado cognitivo, transformação da memória e inteligência). Acredito inclusive que o trabalho com esse tipo de toque pode influenciar positivamente a regulação do ciclo glutamatérgico (estimulante do Sistema Nervoso Central), podendo contribuir positivamente em casos de doenças neurodegenerativas (mas essa é a conversa que terei algum dia em meu projeto de Doutorado, hehehe…).

Por hora, basta dizer que o treino do toque gentil gera um dom excelente! Muitíssimo útil como coadjuvante em tratamentos psicológicos (em primeiro lugar), mas também físicos.

Recomendo pelo menos uma experiência de toque gentil por semana, mas o ideal é que se tenha pelo menos uma delas por dia.

Comece simples: peça para seu cônjuge ou pai colocar suas mãos sobre seu corpo por 10min cronometrados no relógio ou aplique suas próprias mãos sobre seu corpo dessa maneira. Em algum tempo você perceberá pensamentos mais lúcidos e especialmente memórias subjetivas mais conscientes e passíveis de elaboração.

O toque gentil é uma bênção! Hehehehe…

Um abraço a todos! Tenham uma boa semana!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

O sopro e as emoções

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco hoje aqui sobre a relação entre o sopro e as emoções.

O termo Psicanálise vem da junção das expressões “psique” e “análise”, e quer dizer “a análise da psique”.

Psique é um termo de origem grega que quer dizer “alma”, mas também “sopro” ou “fôlego de vida”.

O que se pode conhecer de uma “alma” é conhecido através do sopro ou do fôlego dessa pessoa.

O jeito como a pessoa respira, inspira e expira, e o modo como ela fala, tudo isso pode ser analisado e, assim, usado para o aprendizado, a cura e a transformação.

Agora, você sabia que dependendo do jeito como você está respirando agora você está também sentindo uma emoção diferente?

Há uma respiração que está associada ao sentimento de tristeza, outra ao de medo, outra ao de raiva, outra ao de alegria, outra ao de paz e assim por diante.

Outro insight, você sabia que cada coisa que você faz requer um tipo de respiração diferente?

Ensinar, lutar, ter relações sexuais, acolher, estudar, contemplar, orar, tocar instrumentos, investigar, jogar jogos, comer… Cada coisa que fazemos as realizamos por meio de um tipo especial de respiração ou a excelência de cada coisa que fazemos depende da correta articulação dos nossos ciclos respiratórios.

Por essa razão, Marion Rosen, a criadora do Rosen Method Bodywork, voltou sua atenção ativamente para a restauração da funcionalidade do diafragma de seus pacientes, pois ela sabia que com um sopro correto a pessoa estaria saudável para a vida tanto no corpo quanto na mente.

Um jeito errado de respirar, inadequado para a situação atual, pode ser a causa de grandes problemas pessoais. Porque o problema não é a pessoa que você é, mas é você limitar a sua ação e sabedoria profunda por uma inabilidade ou impossibilidade de oferecer uma resposta respiratória adequada para esse momento.

Se a “doença espiritual” é a doença do sopro, então também a “saúde espiritual” é a saúde do sopro.

Pense sobre isso.

Se você não aprender a respirar bem, vai ter muita dificuldade para viver bem.

As adversidades e violências da vida tem o seu efeito sobre nós. Mas é o que fazemos conosco mesmo a partir dessas coisas o que mais conta.

Não deixe que a violência dos outros se torne a sua violência pessoal nem contra os outros nem contra si mesmo.

Para fazer isso, apenas preste atenção ao jeito como você respira e faça questão de respirar bem.

Psicanálise, Psicanálise…

Se estiver em São Paulo, SP, Brasil e quiser ajuda profissional com as doenças ou problemas do sopro, procure pelos serviços do Projeto Terapêutico Toque Divino. Oferecemos sessões de Toques Terapêuticos à domicílio e em hospitais para pacientes passando por doenças, dores, sofrimento psicológico ou recuperações.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

A joia de Marion Rosen

Boa tarde a todos!

Perguntei para a minha esposa: “amada, sobre o que devo escrever agora?” E ela me respondeu: “amado, fale sobre sua percepção do trabalho de Marion Rosen; fale sobre como os anos de trabalho podem produzir um espírito correto e um discernimento apurado”.

Apesar de minha intensa admiração por Marion Rosen sei que não sou capaz de falar dela com toda a propriedade, pois nem a conheci pessoalmente, nem tive acesso a toda a extensão do seu trabalho.

Por isso, vou falar apenas como alguém que conhece algo do seu trabalho e que recebeu o toque de um de seus discípulos; não como um biógrafo, mas como um distante admirador.

Marion Rosen foi uma joia que levou muitos anos para ser lapidada com sucesso.

A beleza e o poder do seu trabalho não foram alcançados sem suor, correção, dedicação e muito trabalho anos a fio.

Temos uma história de superação pessoal por detrás da criação de um método terapêutico maravilhoso e uma sensibilidade poderosa, que foi refinada até o ponto do equilíbrio e garantiu uma eficácia terapêutica extraordinária.

Marion Rosen sofria de asma e trabalhou a vida inteira para devolver o sopro sadio a si mesma e aos outros.

São os anos dedicados ao trabalho para curar a parte do mundo que nos toca que produzem em nós um espírito correto e um discernimento apurado sobre o que realmente é importante e decisivo no trabalho e na vida.

Marion Rosen respeitava os seus pacientes e se tornou capaz de perceber a mais sutil das variações nos padrões respiratórios  deles para apontar até mesmo as idades a que seus traumas emocionais se referiam.

O vigor da juventude é belo, mas como é bela também a sabedoria dos cabelos brancos de um bravo!

A coragem que é necessária hoje é a de enfrentarmos nossos problemas de hoje a cada dia com o bom ânimo da responsabilidade e fidelidade de quem sabe colherá os frutos de vitória no distante amanhã.

Quem não é fiel nos bastidores da vida, jamais terá algo de autêntico, útil, honroso e bom para oferecer aos outros.

Como está a sua família? Histórias de ruína podem gerar excelentes construtores de abrigos.

Como está a sua saúde? Histórias de doença podem gerar excelentes Médicos e Terapeutas.

Como está a sua vizinhança? Histórias de desamparo podem gerar excelentes Assistentes Sociais.

Tenho mais duas perguntas para você hoje:

(1) Qual é o trabalho pequeno que está posto diante de você pelas urgências da vida no dia de hoje?

(2) Qual é o trabalho grande que o seu coração pôs diante de você desde o princípio da sua consciência?

Se você for absolutamente fiel com o trabalho pequeno, um dia terá condições de assumir a responsabilidade pelo trabalho grande.

Se você jamais se esquecer do seu trabalho grande, seu trabalho pequeno não será tão penoso e mais rapidamente terá o efeito pretendido pelo SENHOR Deus no aperfeiçoamento do seu caráter.

Histórias de grandeza são aquelas histórias da fidelidade, da humildade e da perseverança no bem.

A Vida Eterna começa com a pequena decisão de assumir responsabilidade agora pelo que realmente nos chama desde o interior da nossa alma. Fazer o que é o Certo mesmo sem provas ou garantias tem tudo a ver com o salto de fé que conquista para nós a Cura Divina.

O emprego dos sonhos fica cada vez mais próximo daquele que aceita hoje o emprego humilde na missão do outro de bom coração.

“Para uma casa imunda ficar limpa é preciso dar a primeira vassourada”.

Há esperança para todo aquele que começar.

Há ajuda só para quem se põe a trabalhar.

O começo humilde e a perseverança esperançosa na sua Missão Divina levam sempre a um fim grandioso e bom.

Obrigado, Marion Rosen, nós também vamos ficar de pé.

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

Entrevista com Marion Rosen, 1991.

Aqui temos um vídeo gravando uma entrevista de Paula Kimbro, Rosen Method Practitioner com Marion Rosen, Fisioterapeuta, Criadora do Rosen Method Bodywork, gravada em Abril de 1991, quando ela tinha 77 anos.

Aqui ela fala um pouco sobre o que é o Rosen Method Bodywork.

Ela diz que ele é um caminho para entrar em contato com o inconsciente de alguém através do contato com a sua musculatura.

Quando trabalhamos com esse método, a musculatura do paciente relaxa, e isso permite que a pessoa se abra em um nível mais profundo, alcançando até o conteúdo do inconsciente.

No inconsciente ficam as memórias de eventos e experiências traumáticas, uma parte da nossa vida com a qual não tivemos condições de lidar no momento em que aconteceram. Por isso, para sobreviver involuntariamente colocamos essas memórias no inconsciente, um lugar onde não temos acesso nem podemos recordar.

Marion Rosen descobriu, contudo, que o corpo permite que recordemos o conteúdo guardado no inconsciente, mas apenas na medida em que já temos condições agora para lidar com esse conteúdo.

O corpo não derrama as memórias na consciência de uma maneira caótica, mas nos permite acesso a ele por pequenas janelas através das quais começamos a elaborar o que ficou guardado sem solução no passado e, assim, nos dá uma chance de experimentar no presente que ainda precisa de cura e compreensão.

Marion Rosen disse que nunca viu uma pessoa não conseguir lidar com o conteúdo emergente do seu próprio inconsciente através da ação do Rosen Method Bodywork. E também frisou que esse trabalho é indicado para pessoas que estão saudáveis, mas que não conseguem funcionar bem ou alcançar sua real plenitude.

A chave para a incapacidade de desenvolver nosso verdadeiro potencial é falta de integração das nossas experiências traumáticas, aquelas que não foram corretamente elaboradas e estão guardadas no inconsciente.

“As barreiras que impedem a nossa realização devem ser achadas no inconsciente” (Marion Rosen).

Entrando em contato com essas barreiras e permitindo que elas apareçam outra vez à nossa consciência, finalmente descobrimos com o que realmente estamos lidando e ganhamos a chance de discernir o que podemos fazer a respeito disso.

Conhecendo o que está nos segurando presos, ganhamos um novo nível de escolha e a liberdade para fazer alguma coisa para mudar nossa situação.

Marion Rosen descobriu que o Rosen Method Bodywork é um jeito extremamente eficaz de não apenas alcançar o que está guardado no inconsciente, mas também de mudar nossas vidas e deixar que a nossa transformação pessoal possa acontecer.

Aqui ela frisa que essa não é uma transformação para algo diferente do que somos, mas uma transformação que é justamente o tornarmo-nos as pessoas que realmente somos, aquela que é capaz de funcionar em toda a sua plenitude. E isso é a parte que mais a animava com o seu trabalho.

Sobre a pergunta sobre o que é tão único a respeito do Rosen Method Bodywork, Marion Rosen responde que é a sua abordagem peculiar: ele não quer fazer nada com o paciente, mas dar a ele o espaço seguro para que algo novo e significativo aconteça dentro dele. É assim que ele vai fundo e alcança até o seu coração.

Fazer algo, ela explica, é como contrair um músculo, por isso, para tirar algo de dentro de alguém você não pode fazer algo sobre ele. A abertura tem que vir de dentro para que possa trazer algo de significativo das profundezas do inconsciente.

“Quanto mais uma pessoa relaxa, mais profundamente ela pode se dar a você e a si mesma” (Marion Rosen).

A atividade é parte daquilo que fecha o corpo e a mente, por isso suas perguntas e ações eram sempre não invasivas, permitindo o espaço para uma abertura psicofísica real. E quando conseguia isso, sem ter que pensar muito sobre algo em específico, os pacientes simplesmente acabavam deixando as respostas saírem de dentro de si mesmos.

O modo como esse método faz isso é fazendo mais perguntas do tipo “o que aconteceu?” ao invés de afirmações diretivas ou perguntas intelectuais. Pois quanto mais não diretivo você é, maiores as chances de o que realmente está guardado vir à tona.

Aqui Marion Rosen nos conta sobre no que ela prestava a atenção enquanto toca uma pessoa, por exemplo, dizendo que primeiramente ela reparava nos músculos que estão em tensão e nunca relaxam.

Um corpo normal se tensiona e relaxa alternadamente, mas em corpos adoecidos o corpo tensiona e nunca relaxa. O músculo tensionado tem uma aparência característica e notar isso é importante para esse trabalho.

Depois ela reparava na respiração do paciente.

Onde ela tocava no corpo e a pessoa respirava livremente? Onde ela tocava no corpo e a respiração se constrangia? Isso mostra as partes do corpo que a pessoa teve que “tirar da sua vida” por motivos inconscientes.

Depois disso, ela se concentrava na pessoa como um todo.

Todas as partes do corpo da pessoa deveriam ser proporcionais, mas geralmente elas se tornam assimétricas por causa do que aconteceu durante o seu crescimento. E isso dá a dica sobre que partes do corpo essa pessoa teve que usar bastante e quais foram pouco usadas ou abandonadas em seu jeito de viver.

Por fim, ela disse que prestava atenção também na cor do rosto e na idade que o rosto aparentava ter enquanto ela o tocava.

Acontece que o rosto das pessoas parecem se transfigurar à medida em que esse trabalho avança, passando à aparência da idade que os pacientes tinham quando algo de importante aconteceu em suas vidas.

Ela diz que quando acertava a idade em que esse algo aconteceu, os pacientes pareciam se lembrar desses eventos com clareza. E então os sentimentos correspondentes ao evento emergiam. Eles parecem ser mais importantes discernir do que os próprios eventos traumáticos, pois é o como a pessoa realmente se sentiu e como respondeu verdadeiramente àqueles eventos que mais importam para a sua cura emocional.

A partir daí ela se perguntava sobre o que seus pacientes agora poderiam fazer com suas vidas a partir do conhecimento da verdade.

O poder curativo de todo esse trabalho é que o ato de violência que aconteceu no passado já não acontece de novo aqui nesse ambiente terapêutico e, então, os pacientes podem se livrar de todo o medo e sair do passado de volta para o aqui e agora.

Marion Rosen disse que o motivo pelo qual ainda estava tão ativa naquela época da gravação do vídeo era a sua alegria incrível de ver as pessoas realmente voltarem à vida depois de terem posto as suas vidas de lado por tanto tempo e então se tornando capazes de deixar a sua dor para trás e também aquela velha vida de mera sobrevivência.

Ela disse que o que sabia naquele momento, mas não há 10 anos atrás era que o trabalho que eles realizavam era realmente bom e verdadeiramente útil para muitas pessoas.

“Muitas pessoas mudaram em suas vidas depois desse trabalho” (Marion Rosen).

Alguns dos mistérios que ela não entendia completamente eram: como que as pessoas que entram em contato com sua dor emocional se livram da sua dor física? O que faz com que as pessoas relaxem quando tocamos elas? E até que ponto os terapeutas devem sugerir algo aos seus pacientes, como soluções ou novas ideias e entendimentos?

O que lhe parecia inacabado sobre o seu trabalho era principalmente que ele poderia ser melhor aplicado no contexto médico e hospitalar.

“[O Toque Terapêutico] é um elo perdido no cuidado das pessoas” (Marion Rosen).

Em 50 anos depois daquela gravação, sua mensagem para os estudantes de então seria:

“Esse trabalho poderia ser de grande benefício para muitas pessoas.

O importante não é o seu sucesso profissional imediato, mas o fato de que esse trabalho é um serviço aos outros.

Sua recompensa nele será tremenda” (Marion Rosen).

Sem dúvidas, o modo gentil de tocar e trabalhar com a cura emocional, o Rosen Method Bodywork de Marion Rosen são referências preciosíssimas e inabaláveis para a Psicologia Corporal realizada no Projeto Terapêutico Toque Divino.

Muito obrigado, Marion Rosen!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.