Dinheiro

Boa tarde a todos!

Como estão vocês e suas famílias? Que a graça e a paz de Jesus, o Cristo, sejam verdadeiramente com todos vocês!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre o dinheiro.

O dinheiro, afinal, é bom ou mau? Como lidar com as relações mediadas por dinheiro?

Houve um tempo quando se trocavam coisas por coisas, serviços por serviços, coisas por serviços e serviços por coisas. Mas esse tempo foi ficando cada vez mais antiquado à medida em que coisas de valor passaram a dar lugar à moeda, aos dinheiros locais e globais, e tudo o que se faz e produz ganhou poder de remuneração.

Assim, tudo o que fazemos na sociedade contemporânea o fazemos através do dinheiro, até mesmo o voluntariado e as obras de caridade. Nesses últimos casos estamos usando nosso próprio dinheiro, ao invés da recompensa pelo serviço ou benesse prestada, para ajudar outros em sua pobreza ou necessidade.

Por isso, temos que reconhecer que a princípio o dinheiro é bom e útil para a saúde das sociedades. Quanto mais capacidade financeira uma sociedade tem, tanto melhor é a qualidade de vida de todos e mais útil ela pode ser para as outras em derredor.

Com isso em mente, defendemos que deve-se trabalhar com integridade, cada um segundo a sua habilidade e vocação, esperando receber a maior remuneração possível, sem a exploração de si nem do próximo, visando patrocinar a sua própria vida e família, e cooperar para o bem comum.

Mas agora vamos falar da parte traiçoeira do dinheiro: o dinheiro pode ser transformado em um demônio de nome Mamom.

Meu dinheiro só se transforma em demônio quando tenta comprar aquilo que o SENHOR Deus não me deu. É isso mesmo! O dinheiro pode comprar coisas e serviços, mas existe uma ordem subjacente, uma Lei mais profunda e poderosa, que conduz a um fluxo de vida que serve ao SENHOR Deus Altíssimo, porém que se contrariada recebe severa punição.

O homem que ignora a Lei do SENHOR Deus quando compra e contrata, ele se corrompe em sua rebelião e transforma em maldição o dinheiro de que dispõe.

O dinheiro que faz dinheiro sem respeitar os tempos de semeadura e de colheita, que contrata serviços sem discernir os povos e sua dignidade, que prolonga a vida corrupta e rebelde, que acumula luxos promovendo a pobreza dos outros e a depredação do ecossistema… Todas essas coisas se chamam feitiçarias e por meio delas o dinheiro se torna um vil oponente da cura do SENHOR Deus.

Feitiçaria é quando eu faço alguma coisa que me adianta um resultado ignorando a necessária submissão de tudo e todos à Lei do SENHOR Deus; é um atalho desenhado com o propósito de me fazer capaz de obter um sucesso sem a bênção do SENHOR Deus.

Dinheiro pelo dinheiro, poder pelo poder… Essas são coisas que apodrecem os dentes.

Dinheiro recebido gratuitamente pelo desígnio do SENHOR Deus e usado cuidadosamente para a promoção da santidade do SENHOR Deus em outras pessoas; poder e autoridade recebidos gratuitamente pela escolha soberana do SENHOR Deus para servir a todos os outros, fortalecendo-os e equipando-os com toda a boa dádiva… Essas coisas são a joia do Reino do SENHOR Deus!

Existem pessoas que receberam um dom extraordinário de ganhar dinheiro… Ganhar muito dinheiro… Com trabalho honesto e consciência completamente limpa… Quê dom maravilhoso! Esses são os patrocinadores do SENHOR Deus!

Todos, finalmente, temos alguma porção de dinheiro nas mãos. Não deixem que o seu dinheiro se transforme em demônio: só compre o que o SENHOR Deus lhe dá gratuitamente; só ponha no bolso o dinheiro que for fruto de trabalho simples e honesto, com toda a integridade.

Não roube nem o seu próximo nem os ladrões. Não use dinheiro amaldiçoado pelo SENHOR Deus.

Seja puro… Seja íntegro… Seja honesto… Seja simples, sem malícia.

O SENHOR Deus sustenta você e os seus, por isso honre-o.

Obrigado, SENHOR Deus, pela vida de todos os patrocinadores de Jesus, o Cristo!

O SENHOR Deus abençoe todos vocês!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, teólogo, e o editor do blog Curados por Deus.

Expectativa por milagres

Boa noite a todos!

Como vão? Como estão? Que a graça e a paz de nosso Senhor Jesus, o Cristo, sejam com todos vocês!

Hoje temos um vídeo maravilhoso da Vanilda Bordieri, Ministra de Louvor cantando a música Viverei Milagres gravada pela Musile Records.

Nesse cântico ela nos lembra de dois episódios extraordinários: a cura da mulher hemorrágica e a ressurreição do único filho de uma viúva. E isso para nos lembrar de que viveremos milagres, pois nosso Deus, o SENHOR, é um Deus de milagres!

Quantos de nós não começamos o ano de 2018 ansiosos por causa de aflições? São as questões financeiras, os relatórios médicos, as lutas de família, a solidão do coração, os desafios dos ambientes profissionais e domésticos, etc.

Começamos 2018 pensando “SENHOR, será que este ano será diferente? Será que seremos encontrados por Boas Notícias?”

Pode ser que 2018 seja um ano aparentemente igual… Mas o sábio discernirá que, assim como a massa de pão fermentada cresce enquanto descansa, enquanto aparentemente nada acontece, também a nossa vida se prepara para saltos extraordinários durante os tempos em que somos conduzidos pelo Espírito Santo aos lugares desérticos para sermos tentados e provados a respeito do nosso compromisso interior com o SENHOR Deus.

Sim, em 2018 veremos milagres! Esperemos, pois, pelos atos poderosos, as intervenções sobrenaturais, da parte do Altíssimo!

Que a graça e a paz do Cristo, Jesus de Nazaré, sejam sobre todos nós!

Aproveitem o louvor e orem a respeito de seus sonhos e esperanças mais profundas!

O SENHOR Deus hoje também ouve e dá ouvidos às nossas petições!

Sejam abençoados!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

Dá-nos o pão cotidiano

“Certo dia Jesus[, o Cristo,] estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: ‘Senhor, ensina-nos a orar, como João [Batista] ensinou aos discípulos dele’.

Ele lhes disse: ‘quando vocês orarem digam: Pai! (…) Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano'” (Lucas 11.1-3. NVI).

Boa noite a todos!

Estamos aprendendo a orar com Jesus, o Cristo, aprendendo a transformar o nosso espírito em um Espírito Santo.

Quando oramos ao SENHOR Deus, Todo Poderoso, devemos nos lembrar de interceder pelo nosso pão cotidiano.

Lembro-me das palavras de Jesus, o Cristo, em um outro momento dizendo para não nos preocuparmos com aquilo que vamos comer nem com aquilo que iremos vestir, antes, porém, devemos buscar o Reino do SENHOR Deus e a sua justiça, pois todas as demais coisas nos serão acrescentadas gratuitamente, por intermédio do nosso Pai Celestial.

Acredito que o Senhor Jesus, o Cristo, está aqui nos ensinando a respeito da ambição a que devemos nos entregar.

Muitas coisas podem ser desejadas pelo nosso coração. O mundo e sua glória são capazes de produzir um sem número de coisas para se consumir/desejar, motivos pelos quais nos desgastar em metas e alvos pessoais.

Sobre todas as coisas o mundo oferece as riquezas, promessas de serviços, poder e confortos para aqueles que se prostrarem e adorarem o espírito daquele que governa este século, Satanás.

Mas correr atrás da glória de Mamom (potestade também chamada de Dinheiro) nunca trouxe a vida nem a graça a ninguém. Pelo contrário, Mamom envelhece, adoece e apodrece o coração dos seus adoradores; ele lhes oferece algum luxo ou tecnologia momentânea, algum atalho ou feitiçaria, enquanto lhes rouba a espontaneidade, doçura e pureza de coração.

A troca da alma pelo “algo mais” pode até encantar o jovem, é o vício de homens maduros e a feiura caquética de idosos desfigurados.

O Senhor Jesus, o Cristo, nos ensina a pedir pelo pão cotidiano. Orar ao SENHOR Deus, Todo poderoso, é pedir aos céus pelo pão cotidiano.

Quando a ambição de um homem passa a ser o pão cotidiano e, mais especificamente, o nosso pão cotidiano, então temos a chegada do Reino do SENHOR Deus, Todo poderoso.

O Espírito Santo do SENHOR Deus, Todo poderoso, deseja o pão cotidiano para si e para o próximo.

Quanto todos nós dispomos do pão cotidiano, então é chegado o Reino do SENHOR Deus, Todo poderoso.

Quando a minha riqueza pessoal se converte em subsistência coletiva, então é chegado o Reino do SENHOR Deus, Todo poderoso.

Do que você realmente necessita? Você consegue discernir qual é o seu real ponto de necessidade cotidiana?

Tudo nos será acrescentado, promessa do Altíssimo. Mas orar pela necessidade do dia de hoje é terapêutico para o nosso espírito.

Precisamos exercitar os músculos do nosso espírito até que o espírito que sobre nós está seja o Santo Espírito do SENHOR Deus.

Acalme o seu espírito, aquiete a sua mente… Volte o seu pensamento para a sua necessidade cotidiana e fale com seu Pai Celestial sobre ela.

Aquele que busca, encontra; àquele que bate, a porta lhe é aberta; aquele que pede, recebe.

Ore grande, ore bonito, ore sincero: “Pai! Dá-nos hoje o nosso pão cotidiano!”

Que o amor do SENHOR Deus seja com todos vocês!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

Não seremos abalados

“Depois disso o Senhor [Jesus, o Cristo do SENHOR,] designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois adiante dele a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir.

(…)

Os setenta e dois voltaram alegres e disseram: ‘Senhor [Jesus], até os demônios se submetem a nós em teu nome’.

Ele respondeu: ‘eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago. Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano'”. (Lucas 10.1, 17-19. NVI).

Bom dia a todos!

Muitos se perguntam “onde está o nosso Deus? Alguém já viu o SENHOR e o seu Ungido?”

Os meninos desejam tocar com sua alma; as meninas desejam serem tocadas em sua alma.

Quando os discípulos do Senhor Jesus recebem uma missão, finalmente eles tem um motivo para irem e empregarem a sua força.

O comissionamento correto faz brotar de dentro daqueles homens as fontes da sua própria força e grandeza no SENHOR.

Até que profundidade e medida atua o Espírito da Santidade do SENHOR em mim? Qual o poder real que o nome e a autoridade do Ungido do SENHOR possuem e representam sobre mim?

A fé no SENHOR funciona como botas militares.

Quando um homem se agarra e apega completamente a “não matarás”, “não adulterarás”, “não darás falso testemunho contra o teu próximo”, “não terás outros deuses além do SENHOR, Eu Sou o que Sou”, “honra teu pai e tua mãe”, “afasta-te do mal e dos perversos de coração”, “não escarnecerás”, “abençoarás e não proferirá blasfêmias com tua boca”, “socorrerás os inocentes”, “habitarás a justiça”, “descansarás no SENHOR uma vez por semana de todos os seus trabalhos”, “confiarás no Amor do SENHOR por você”… Então no Nome por detrás desse Espírito de Santidade ele recebe autoridade para pisar cobras e escorpiões, e até os espíritos maus se submetem à sua autoridade para a cura das nações.

Na visão apocalíptica de João, o apóstolo, também sabemos de uma guerra nos céus, quando Miguel e seus anjos enfrentam o Diabo e seus demônios, e os expulsam dos céus e os lançam à terra (cf. Ap 12.7-9).

As pessoas do sexo masculino sonham com um momento quando a sua autoridade será finalmente respeitada. Por essa razão é que os discípulos enviados retornam com grande alegria da sua missão apostólica bem sucedida.

A força com a qual você sempre sonhou e que mora dentro de você somente tocará o mundo no momento em que você estiver a serviço do Rei dos reis e do Senhor dos senhores, Jesus, o Cristo do SENHOR.

A mulher se pergunta: “quando é que vão perceber e honrar a minha beleza, a beleza do meu amor?”

O homem se pergunta: “quando é que vão respeitar e receber a minha força, o poder do meu amor?”

Entregue a sua pérola de grande valor ao Senhor Jesus Cristo. Submeta-se ao seu Espírito de Santidade.

Que a boa mão de Jesus de Nazaré repouse sobre o seu peito e toque o seu coração agora. Somente o SENHOR pode curar você de toda a sua enfermidade, vergonha e miséria.

“Eu estou aqui com você”, diz o SENHOR. “Confie no meu amor e nunca mais você será abalado”.

Eu acredito em milagres! Eu acredito em milagres!

O SENHOR abençoe vocês. Em nome de Jesus Cristo, amém.

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

Há esperança.

“Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim e com ele iam os seus discípulos e uma grande multidão.

Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade estava com ela.

Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: ‘não chore’.

Depois, aproximou-se e tocou no caixão e os que o carregavam pararam. Jesus disse: ‘jovem, eu lhe digo, levante-se!’ O jovem sentou-se e começou a conversar, e Jesus o entregou à sua mãe.

Todos ficaram cheios de temor e louvavam a Deus. ‘Um grande profeta se levantou entre nós’, diziam eles. ‘Deus interveio em favor do Seu povo’.

Essas notícias sobre Jesus espalharam-se por toda a Judéia e regiões circunvizinhas” (Lucas 7. 11-17. NVI).

Jesus Cristo havia curado muitos e expulsado espíritos malignos de todos aqueles que o haviam buscado. Sua fama era grande e seus discípulos e uma grande multidão o seguiam, quando chegou a Naim.

A viúva de Naim era uma mulher muito considerada, pois uma grande multidão da cidade estava com ela, enfrentando mais uma terrível perda: a morte de seu único filho.

A majestade e a glória de Deus acompanhavam Jesus Cristo. E ele se compadeceu daquela viúva, consolou ela e devolveu-lhe o filho à vida.

Acho que Deus se compadece quando encontra o valor: o espírito do Seu próprio Espírito.

A perversidade não convence, não comove, não move.

Mas o Deus Eterno é justo e bom.

Há mulheres cujo espírito é tão belo e profundo, cuja submissão a Deus e à autoridade é tão profunda e verdadeira, que a sua dor comove e move, que o seu choro se faz ouvir nos mais altos céus.

Uma multidão foi consolar essa viúva e o próprio Senhor Jesus Cristo também. Isso é grande coisa.

Mas maior do que isso é a boa nova de que, quando o coração do Senhor Jesus Cristo se compadeceu, houve pronto socorro e ressurreição.

Uma palavra da boca do Filho de Deus trouxe de volta dos mortos um jovem de Naim para a sua mãe.

Que grande reverência, que imenso respeito, temor e tremor a realidade da justiça de Deus causa no coração daqueles que a testemunham!

Vivemos em um mundo superficial de mentiras e muitos enganos. A arrogância dos homens não tem fim! Mas de quando em quando a realidade se adensa: há uma justa nascida de Deus. E o próprio Deus intervém em favor daquela de quem Ele se compadece para lhe devolver dos mortos o seu filho perdido, a sua herança.

Quando momentos assim acontecem perto de nós e temos olhos para ver, e temos ouvidos para ouvir, exclamamos assim: “Deus interviu em favor do Seu povo!” Pois não são os pagãos que louvam a Deus, mas aqueles praticam a justiça de Deus e se chamam povo de Deus.

“Um grande profeta se levantou entre nós!”

O profeta é um homem que ama a Deus sobre todas as coisas. Ele se compadece daquele de quem se compadece o próprio Deus e faz somente o que vê Deus fazer.

E é essa compaixão de Deus pelos que são legitimamente seus que comove e move o nosso coração de volta para casa, de volta para Deus.

Deus vê o puro de coração e o puro de coração vê a Deus.

Quando Deus ouve o choro legitimo de um justo, Ele se compadece e devolve à vida o filho morto por amor do Seu justo.

Apeguemos-nos à justiça de Deus praticando-a em todo o tempo, com todas as nossas forças e entendimento, de todo o nosso coração com fé. Pois o próprio Deus, que justifica o Seu justo, intervém em seu favor quando se compadece do Espírito Santo que está nele.

Deus se compadece porque enxerga o Seu próprio coração em um filho espiritual.

Quem teme a Deus submete-se à autoridade divina onde quer que ela esteja. Deus vê essa submissão e isso Lhe toca o coração, comove-O e move-O. Porque assim faz o Espírito Santo de Deus.

Sejamos fiéis no pouco e no muito; sejamos fiéis em tudo e apesar de tudo.

Há esperança porque Deus se compadece do puro de coração e lhe faz justiça de Deus sobre a face da terra.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

 

 

 

A autoridade, a fé e a cura.

“Tendo terminado de dizer tudo isso ao povo, Jesus entrou em Cafarnaum.

Ali estava o servo de um centurião, doente e quase à morte, a quem o seu senhor estimava muito.

Ele ouviu falar de Jesus e enviou-lhe alguns líderes religiosos dos judeus, pedindo-lhe que fosse curar o seu servo.

Chegando-se a Jesus, suplicaram-lhe com insistência: ‘este homem merece que lhe faças isso, porque ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga’.

Jesus foi com eles.

Já estava perto da casa quando o centurião mandou amigos dizerem a Jesus: ‘senhor, não te incomodes, pois não mereço receber-te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade e com soldados sob o meu comando. Digo a um: vá, e ele vai; e a outro: venha, e ele vem. Digo a meu servo: faça isso, e ele faz’.

Ao ouvir isso, Jesus admirou-se dele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: ‘eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha fé’.

Então os homens que haviam sido enviados voltaram para casa e encontraram o servo restabelecido” (Lucas 7. 1-10. NVI).

O texto conta a história do ato de fé de um centurião romano, um gentil, um não judeu, que entendia de autoridade e, por isso, possuía grande fé.

Dizem que a fé se baseia na imaturidade e na ingenuidade, ou também no pensamento positivo e na obstinação, como se o homem da fé fosse ou o inexperiente e o sonhador ou o arrogante e o obsessivo.

Mas penso que a fé se baseia no temor a Deus e na maturidade genuína: o reconhecimento da autoridade e a sujeição a ela em confiança.

Fé é coisa de gente madura e sábia; é coisa de quem recebe o Reino de Deus como uma criança, que confia completamente na autoridade de seu pai.

“Onde está o poder? Quem possui a autoridade?”, essas são perguntas importantes e definitivas. Quem encontra a resposta a essas perguntas pode encontrar a sabedoria que leva à fé.

O autor de Hebreus nos ensina que a fé é um tipo de certeza e prova. Isso advém do temor do SENHOR, o vislumbre da realidade última, o reconhecimento da autoridade eterna e a sujeição a ela.

A âncora que mantém uma pessoa firmada em Deus é a fé.

Quem avança na vida e experimenta a dor e o sofrimento prolongados anos a fio vai descobrindo que as autoridades temporais são passageiras e só existem porque derivam da autoridade de Deus. É a autoridade de Deus que dá base, força, legitimidade e sustentação para todas as pessoas. E as pessoas vem e vão, mas a autoridade de Deus permanece para sempre.

Quem recebe autoridade e tem olhos para ver percebe que o poder que tem nas mãos aponta para Deus. A autoridade não é sua, mas lhe é emprestada para cumprir os desígnios de Deus. Ela se sustenta em uma outra fonte que não são os seus próprios méritos e recursos: seu sustento é espiritual e o espírito que a sustenta é o Espírito Santo de Deus.

O centurião romano era um homem bom, pois amava a nação de Israel, construiu-lhe uma sinagoga e tinha o favor de líderes religiosos judeus.

Consideremos: Israel é a nação escolhida, amada, liberta e redimida por Deus; a sinagoga é o lugar para o ensino das Escrituras Sagradas e culto ao Deus Eterno, o SENHOR; e os líderes religiosos judeus não intercediam por qualquer um.

Como um centurião romano pode se aproximar dessa maneira do povo de Deus (estrangeiros) sem a percepção e o discernimento das coisas espirituais, a saber, a autoridade de Deus?

Não é possível amar nem trabalhar por nem conhecer o povo de Deus sem reconhecer a autoridade do Nome que está sobre e entre eles.

São olhos que enxergam as coisas espirituais que reconhecem a autoridade quando estão diante dela.

E sem o reconhecimento da autoridade não há fé.

Enquanto não aceitarmos que a autoridade existe, jamais poderemos dar os passos da fé.

Fé não é tolice vazia; é a sabedoria profunda da vida; é o discernimento das verdades e poderes espirituais; é o ato de todo aquele que ao encontrar o Poder da Vida submete-se ao seu Senhor.

O centurião romano teve o seu servo curado por Deus.

O centurião romano reconheceu a autoridade em Jesus Cristo e por isso intercedeu a ele por seu servo a quem muito estimava. E confirmando a sua fé madura e correta, Deus realizou esse milagre em nome de Jesus Cristo, o Salvador, por meio do Espírito Santo para o louvor da Sua glória e a salvação daquela casa e além.

Deus cura.

Quem acha a Deus, acha a sua cura.

Quem acha o Espírito de Deus, acha a sua cura.

Quem acha o Filho de Deus, acha a sua cura.

Quem acha a Igreja de Deus, acha a sua cura.

Meditemos sobre isso.

E oremos assim: “Senhor Jesus Cristo, não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize uma palavra e eu e minha casa seremos curados. Pois também sou pessoa sujeita à autoridade”.

Amém.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.