Tratando a Depressão e o Transtorno Bipolar

Boa tarde a todos!

Hoje temos a terceira parte da entrevista da Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro, Psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Membra da Comissão Científica da ABRATA e autora dos livros O Médico como Paciente Suicídio: Estudos Fundamentais para o Espaço Online da Jovem Pan News falando sobre os tratamentos para a depressão e transtorno bipolar.

Esses transtornos representam um grande problema para os pacientes psiquiátricos, contudo hoje é possível alcançar uma vida funcional e feliz a partir da sua correta identificação, aconselhamento e psicoterapia para o abandono de comportamentos agravantes, como abuso de drogas, e o controle medicamentoso com antidepressivos e/ou estabilizadores do humor, como o Carbonato de Lítio, alguns anticonvulsivantes e antipsicóticos de nova geração, com efeitos colaterais menores e melhores suportados pelas pessoas, facilitando que os pacientes não interrompam o tratamento por causa de desconfortos maiores.

Os pacientes psiquiátricos precisam entender a grande tragédia de uma recaída desnecessária pelo abandono do Tratamento Médico. O grande objetivo dele não é apenas a remissão dos sintomas da doença mental, mas um retorno à funcionalidade plena para a vida: capacidade para estudo, vida familiar, trabalho, vida social, conjugalidade, espiritualidade e devoção, etc. A ideia mais importante por detrás de um Tratamento Psiquiátrico é a promoção da qualidade de vida ou a Saúde Integral.

Muitas pessoas permanecem incapacitadas para o trabalho porque não recebem suporte da Psicoterapia, Psicoterapia Familiar, além da manutenção do Tratamento Psiquiátrico.

Dra. Alexandrina faz aqui um paralelo dizendo que para o cardiopata, sua pressão está boa desde que continue tomando seus remédios; com o diabético e sua glicemia acontece da mesma maneira. Portanto o paciente psiquiátrico também deve se manter fiel a seu Tratamento Médico se tem a expectativa de continuar pleno de Saúde Mental.

Hoje os medicamentos psiquiátricos oferecem prejuízos colaterais mínimos de modo que o usuário rapidamente deixa de perceber alguma mudança negativa significativa com o uso continuado deles. Por isso há melhores condições para eles guardarem a discrição sobre esse uso, driblando o preconceito social relacionado à doença mental mais facilmente.

Depressão e Transtorno Bipolar são doenças de evolução crônica que, portanto, não podem ser remediadas definitivamente. Por isso que o Tratamento Psiquiátrico é permanente.

O papel da família é dar suporte ao paciente psiquiátrico, favorecendo o uso da medicação, diminuindo os impactos de eventos estressores sobre ele e construindo uma rede de assistência para si mesma por causa da sua implicação com o doente e cargas desse cuidado.

A ABRATA dá suporte aos pacientes e seus familiares, ajudando-os a lidar melhor com os eventos estressores da vida com novas e melhores estratégias de enfrentamento.

Bem orientados, os pacientes psiquiátricos aprendem a reconhecer os sintomas da sua psicopatologia e logo adquirem o controle sobre sua vida mental, podendo tanto descrever precisamente os sinais de uma nova recaída para seu Médico Psiquiatra quanto bolando estratégias inteligentes para evitá-la.

Mesmo quando há prejuízo da sexualidade no Tratamento Psiquiátrico, isso facilmente pode ser contornado através da variedade e gradientes de ajustes medicamentosos disponíveis. Mas geralmente esse tipo de prejuízo está muito mais relacionado à própria doença do que ao controle medicamentoso, por exemplo, pessoas deprimidas têm baixa libido e pessoas em estados maníacos tendem a ter uma sexualidade exacerbada.

ABRATA é uma ONG que reúne profissionais Médicos que padecem do Transtorno Afetivo Bipolar e oferecem serviços, como palestras, para o suporte desses pacientes psiquiátricos e suas famílias.

Dra. Alexandrina é uma excelente Médica Psiquiatra e todo o seu trabalho é mais do que recomendado!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

Sintomas do Transtorno Bipolar

Bom dia a todos!

Hoje temos a segunda parte da entrevista da Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro, Psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Membra da Comissão Científica da ABRATA para o Espaço Online da Jovem Pan News falando sobre os sintomas apresentados pela pessoa bipolar. Ela é autora dos livros O Médico como Paciente Suicídio: Estudos Fundamentais.

As duas polaridades afetivas nesse transtorno de humor são: a depressão e a mania.

O Trastorno Bipolar é uma doença crônica cíclica que evolui por fases; afeta de 1 a 5% da população; tem pico de início entre 15 a 30 anos; leva de 5 a 10 anos para se ter um diagnóstico correto; e leva a frequentes hospitalizações.

A Dra. Alexandrina começa esse bloco descrevendo os sintomas dos episódios de mania. E explica que o Transtorno Bipolar Tipo 1 é aquele em que a pessoa, além dos episódios depressivos, tem episódios de euforia plena, enquanto o Tipo 2 alterna episódios de depressão com a hipomania, que são estados eufóricos menos intensos. Ainda haveria o Transtorno Bipolar de Estado Misto, que é quando a pessoa manifesta depressão e euforia simultaneamente, acometendo cerca de 1/3 da população doente.

Em todos os casos, ele gera prejuízos para as pessoas em todos os âmbitos da sua vida: problemas pessoais, conjugais, familiares; promiscuidade; problemas profissionais e perda de emprego; desastre financeiro; abuso de álcool e/ou outras drogas; mortalidade cardiovascular aumentada e outros danos ao organismo, como disfunções hormonais, endócrinas, imunológicas e até neurológicas; e promove alto índice de suicídio.

O diagnóstico correto, contudo, é algo muitas vezes difícil de se fazer, mesmo para profissionais experientes, e em alguns casos pode levar até 10 anos para o acerto. Múltiplas avaliações e um trabalho contínuo são necessários na maioria das vezes.

Embora ainda não se tenha a perspectiva de uma cura definitiva para esse transtorno mental, é possível com a ajuda do arsenal médico disponível alcançar um controle sobre essa condição de doença mental, ajudando os pacientes a permanecerem a maior parte do tempo em estados de eutimia, que é quando se tem estados de humor equilibrados e distantes dos picos maniacos-depressivos.

Não é comum um paciente em estados maníacos ficar agressivo e promover prejuízos diretos a terceiros, como se imagina. Mas o paciente em estados depressivos, por outro lado, tende a voltar a sua agressividade contra si mesmo aumentando bastante o risco de ideação suicida.

O que é comum a todos os estados patológicos do Transtorno Bipolar, no entanto, é a impulsividade exacerbada, às vezes associadas a comorbidades, como o abuso de drogas, o que agrava ainda mais o problema mental. Por exemplo, aproximadamente 60% das pessoas com Transtorno Bipolar são dependentes de álcool, aponta a Dra. Alexandrina. E a origem do vício nesses casos parece estar associada à depressão inicial que geralmente marca o começo desse transtorno.

Ela explica que os pacientes tendem a passar 70% do tempo em estados depressivos e apenas 30% em estados maniacos ou hipomaníacos. E pontua que drogas como anfetaminas, usadas em tratamentos de emagrecimento principalmente por mulheres, também estão associadas ao desenvolvimento de quadros maníacos ou hipomaníacos.

A importância dos estabilizadores de humor é grande para o controle dos transtornos de humor e são apontados como um recurso terapêutica necessário para os casos de Transtorno Bipolar.

Esse é o comentário apenas do 2º bloco, mas vale à pena conferir a entrevista na íntegra!

A Dra. Alexandrina M. A. S. Meleiro é uma excelente profissional de Saúde Mental.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

Encostando cabeças

Bom dia a todos!

Gostaria de lhes falar algo aqui sobre Psicoterapia Corporal e a Saúde Mental.

Estou trabalhando na produção do meu primeiro livro “Minha Doce Saúde Mental”, sobre Espiritualidade Cristã e Saúde Integral. Nele eu conto um pouco sobre a minha própria experiência com a doença mental, eu sou esquizofrênico, e com a Cura Divina.

Minha grande crise aconteceu em 2008 e passei 5 anos em internação domiciliar enfrentando esse monstro interior tão poderoso. Em 2013 consegui voltar à vida profissional e alcancei vitória gradativamente sobre a minha condição de doença mental até ficar totalmente em pé outra vez e em paz completa.

Uma das coisas que eu aprendi a fazer em momentos de crises continuadas foi encostar minha cabeça na cabeça da minha esposa e permanecer alguns minutos assim.

Muito interessantemente esse tipo de toque geralmente me ajuda a interromper a torrente de pensamentos relacionada com essas pequenas crises que afloram de quando em vez e me devolvem à serenidade dos pensamentos normais.

Minha esposa sempre teve Saúde Mental e a incrível capacidade de permanecer estável em meio a grandes adversidades. Uma mulher confiável a quem se pode recorrer seguramente.

Poeticamente é como se ela fosse uma torre de luz mansa e ordem. Quando estou imerso em escuridão caótica, sei que posso me aproximar dela e me abrigar sob sua guarda.

Somos seres de água, cujas moléculas se rearranjam de acordo com o som, o toque e as palavras soltas no ar.

Estudos científicos demostram que os cristais de gelo de água abençoada tem uma forma muito diferente daqueles de água odiada. E até mesmo a Homeopatia demostra essa capacidade de memória e impressão que as coisas têm sobre os meios aquosos.

Estou lhes contando sobre essas coisas para que entendam que a Psicoterapia Corporal também funciona assim: como um toque de cabeças bom para um doente mental.

Os Psicoterapeuta Corporais emprestam a sua “cabeça boa”, sua Saúde Mental, para que o doente mental possa “se encostar um pouco”, compartilhando da sanidade e da ordem com aquele que ainda não tem alguém para sustentar para ele esse tipo de toque bom.

Como é bom e agradável quando a mente volta a funcionar de modo organizado e pacífico; quando a sanidade do outro me traz um pouco de respiro e alívio interior.

Os dias mais bonitos são aqueles dias quando a doença mental está dormindo. Mas o amor dos outros por nós é mais visível quando ela está desperta.

Se um paciente psiquiátrico encostasse a sua cabeça na sua, profissional de Saúde Mental, que tipo de resultado ele obteria? Mais caos, desordem e escuridão? Um pouco de paz, serenidade e boa visão?

A Saúde Mental é uma conquista diária e requer atenção, bom manejo das adversidades da vida e âncoras de esperança que alcancem até o profundo das fontes da verdadeira identidade.

“Toda a riqueza, honra, força e glória aos bons Psicoterapeutas Corporais”.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

“Cristão vai ao Psicólogo e ao Psiquiatra?”, texto de Kátia Brito.

Kátia Brito da Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte publicou um texto muito interessante abordando o dilema de cristãos em recorrer aos serviços de Psicólogos e Psiquiatras.

O ministério dessa igreja para os cuidados da alma se chama Clinica da Alma (clinicadaalma@gmail.com) e é coordenado pelo Pastor Rogério Goulart, organizando a cooperação profissional de Pastores, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais.

Vale à pena conferir esse artigo.

“Cristão vai ao Psicólogo e ao Psiquiatra?”, texto de Kátia Brito.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.

“Mental Disorders and Personal Healing”, entrevista com Curt Thompson, M.D.

Aqui o Dr. Curt Thompson, M.D., Médico Psiquiatra, autor do livro “Anatomy of the Soul”, comenta sobre o prejuízo do rótulo psiquiátrico quando se quer ajudar o paciente a tornar-se pró-ativo em relação ao seu tratamento e condição de saúde.

A medicação psiquiátrica é útil dependendo da situação do paciente, mas especialmente quando se tem um caminho para que esse paciente possa perceber de que maneiras ele pode mudar a situação em que se encontra.

Antes de existir uma depressão, por exemplo, existe o estado de ser de uma pessoa, que pode ser mudado.

Existe um caminho terapêutico que verdadeiramente ajuda a pessoa a ficar de pé e isso é diferente de uma compensação de hormônios e neurotransmissores.

Ajudar o outro ser humano é uma arte.

Mental Disorders and Personal Healing, interview with Curt Thompson, M.D.

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.