Não nos induzas à tentação

“Certo dia Jesus[, o Cristo do SENHOR,] estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: ‘Senhor, ensina-nos a orar, como João [Batista] ensinou aos discípulos dele’.

Ele lhes disse: ‘quando vocês orarem, digam: Pai! (…) Não nos induzas à tentação'” (Lucas 11.1-2a, 4b. NVI).

Boa noite a todos! Como estão vocês? Espero que estejam bem!

“Não nos induzas à tentação”, Jesus, o Cristo, ensinou-nos a pedir ao SENHOR Deus, o Pai, que, por misericórdia, ele não nos induza à tentação.

Esse é um trecho polêmico das Escrituras Sagradas de modo que a maioria das traduções da Bíblia traduzem a expressão grega por “não nos deixes cair em tentação”. Mas a verdade é que as palavras originais dizem exatamente o que está escrito acima.

Como assim somos ensinados a orar por esse tipo de livramento cotidianamente? Por que é necessário interceder para que o SENHOR Deus não nos desencaminhe?

Creio que nesse ponto do discipulado precisamos entender um pouco de Psicologia.

Somos como um rio que se derrama ou como uma criança que avança na direção daquilo que está posto diante de seus olhos: a partir do lugar onde estamos posicionados nos movimentamos, quer queiramos isso ou não.

Posso estar firmado em algum tipo de ídolo, por exemplo disposição para a imoralidade sexual. Se meu coração se coloca nesse lugar, então o que se segue serão comportamentos pecaminosos e destrutivos.

Por outro lado, o que acontece quando firmo meu coração na Lei do SENHOR Deus? A intuição que se segue à aliança com o Supremo Senhor irá me conduzir na vida por caminhos de paz.

No entanto, mesmo quando firmamos a nossa identidade a partir daquilo que brota de um compromisso pessoal com o Espírito Santo, ainda assim, somos apenas humanos e nossas bússolas guias podem ainda assim precisar de ajustes mais profundos do que podemos imaginar.

Nosso quebrantamento às vezes é mais profundo e poderoso do que jamais poderíamos saber. Danos sofridos na infância e até mesmo no útero podem ter uma parte definitiva para certas escolhas e caminhos da nossa atual maturidade e intuição.

O Espírito Santo é o hálito agradável, o fôlego de sanidade e a perfeita bondade que podem ser abrigados dentro de cada um de nós. Mas nesse caminho de transformação pessoal e expulsão de demônios ou espíritos malignos, às vezes passamos muito tempo em estados intermediários de consciência, autocontrole, arrependimento e fé.

Por essa razão, que é necessário pedir ao SENHOR Deus que os impulsos nossos que têm origem no coração dele não nos coloquem em situação de vulnerabilidade, ali onde ainda não estamos totalmente prontos para prosseguir por um caminho de paz (shalom).

“Pai, quando você começar a se mover outra vez aqui dentro de mim, por favor, lembre-se da minha fraqueza interior e da minha debilidade herdada. Preciso que seu Espírito Santo ganhe o espaço, a voz e a vez, sem que, contudo, venha a me destruir no processo. Preciso que o SENHOR proveja espumas de segurança porque sei que ainda não sou capaz de me equilibrar perfeitamente sobre minhas pernas. Em uma expressão: tenha misericórdia de mim”.

Quando o SENHOR Deus lhe empurrar, inspirando-o a prosseguir, lembre-se de que você é pó e que provavelmente ainda necessita de cura em níveis impossíveis para a sua melhor terapia. Por isso, peça ao Altíssimo que não se esqueça de que seu empurrão precisa ser dosado de modo a que não lhe coloque diante de desafios maiores do que aqueles para os quais você tem hoje recursos para lidar vitoriosamente.

Eu sei que isso tudo pode parecer algo muito estranho, mas confie no que lhe digo: se você colocar uma criança de 2 anos diante de uma audiência judicial para responder por um crime hediondo, isso destruiria a sua psicologia, quebraria toda a sua personalidade pueril.

Mesmo ao considerarmos o caminho do Cristo, fica claro que há um tempo certo para todo o propósito debaixo do céu. Até mesmo Jesus de Nazaré teve que ser conduzido por caminhos alternativos enquanto ia crescendo e se fortalecendo antes do cumprimento das profecias proferidas a seu respeito.

Se o Espírito Santo tivesse conduzido Jesus, o Cristo, até o Calvário e cruz quando ele tinha 28 anos de idade, talvez não tivesse suportado o peso daquele ato superior.

Queremos a plenitude do propósito divino realizada em nossas vidas, sim! Mas SENHOR Deus, tenha misericórdia, e não nos induza à tentação! Não nos coloque em uma posição mais difícil do que a que realmente podemos ocupar agora, para que não sejamos derramados em vão nem percamos nossa sanidade e capacidade de cooperar contigo em tudo o que faz.

Pedir a ajuda de Deus, o Pai, é pedir com sabedoria!

Que a intuição/espírito que vem do SENHOR Deus não nos coloque em apuros! Que Deus não se esqueça de nossas grandes limitações enquanto nos ensina o caminho superior!

Obrigado por acompanhar o nosso blog!

Que o SENHOR Deus abençoe a todos vocês!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, Teólogo, e o Editor do blog Curados por Deus.