Sensibilidade na família

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que conscientes da profunda graça que os sustenta apesar de tudo.

Gostaria de lhes falar um pouco hoje aqui sobre sensibilidade na família.

Para que fomos mesmos chamados? Qual a nossa responsabilidade em primeiro lugar?

Acredito que tudo começa na família, nossa vocação primeira é o socorro daqueles que estão mais próximos.

Às vezes é difícil enxergar a necessidade do nosso irmão, porque não estamos na sua pele e a convivência muitas vezes não é suficiente para nos fazer entender de fato qual é a sua real situação.

Por esse motivo quero encorajá-los a despertarem a sua sensibilidade na sua família.

O mandamento do SENHOR Deus é claro “honra seu pai e sua mãe para que se prolonguem os seus dias na terra que o SENHOR Deus lhe dá”, mas precisamos aceitar que a orientação divina se estende como um manto sobre toda a sua realidade de intimidade.

Não quero ser mais inteligente do que Deus, nem acrescentar palavras aos lábios santos. No entanto compreendo que o temor a Deus nos faz responsáveis pelo bem estar e viabilidade de vida daqueles com quem temos compromisso de fidelidade.

Ajude a santidade do seu irmão. Que as suas forças o sirvam sempre para que não lhe falte a sua contribuição para o cumprimento do seu desígnio.

Não deixe que o seu cônjuge estoure pela sua negligência em socorrê-lo com as suas habilidades naturais.

Abra seus ouvidos e coração para o pedido de ajuda que pode estar sendo feito pelo seu marido ou esposa no dia de hoje.

Aprenda a apreciar a contribuição e o serviço daqueles que estão convivendo com você.

Às vezes nos propomos a fazer coisas maiores do que as que realmente conseguimos realizar e a nossa insensatez recai sobre aqueles a quem devemos suportar em primeiro lugar.

O apóstolo Paulo disse que o poder do SENHOR Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza, o que quer dizer que ao assumirmos mais integralmente a nossa responsabilidade, tanto compromisso familiar quanto ocupacional, tomamos consciência de que a nossa cruz representa limitações em vários aspectos. Contudo, essas limitações aceitas por causa do amor fazem com que a outra parte, preterida em favor da justiça divina, seja suprida por meio das intervenções do nosso Senhor e Deus, o SENHOR.

Gostaria de nessa manhã segurar nas suas mãos, bem como nas de seus familiares sobrecarregados, para lhes pedir perdão, perdão pelo desamparo praticado e disseminado em nossa sociedade brasileira.

Como eu quero contribuir para que surja uma nova solidariedade nas famílias da nossa nação!

Quando minha esposa suplica por mais ajuda, quando minha filha solicita mais atenção, somos um novo Brasil despertando para um tempo de sinceridade, solidariedade e comunhão.

Quantas vezes você já perdeu por amor? Lembra-se de alguma renúncia por questão de justiça?

O curioso é que todas as vezes quando voltamos passos a trás pelos motivos certos, acabamos avançando muitas casas a frente e recebendo muitas alegrias no final.

O Brasil está doente porque está ignorando o clamor que expressa as necessidades vivas dentro dos lares.

Quanto vale a saúde mental dos seus amados? Quanto vale o coração aberto e as palavras verdadeiras dos seus parentes em primeiro grau?

Toque aqueles que você ama, sobretudo preservando-se sensível ao Espírito do SENHOR Deus e solícito primeiramente à sua própria necessidade autêntica e depois às dos seus próximos na sua casa.

Estamos tirando o povo brasileiro da sua prisão de piche. Erguendo o homem do Brasil do aconchego da corrupção e idolatria. E eu, como médico de Cristo, procuro de todas as maneiras retornar o coração dos pais a seus filhos e dos filhos a seus pais.

Vamos começar de novo? Vamos fazer bem e direito?

Sensibilidade na família.

Eu acredito em milagres!

Atenciosamente

Rafael Caldeira de Faria, teólogo amador.