Compreendendo calinhos

Boa tarde a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que tomando o tempo para se tocarem terapeuticamente cotidianamente, pois ninguém pode tocar sua família tanto quanto você!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre calinhos ou calos que aparecem no nosso corpo.

Apesar da expectativa geral de que “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”, na minha casa toco mais do que todos os outros através do meu trabalho. Minha família recebe do melhor dos meus dons e talentos, porque isso é algo que lhes faço com alegria.

Aqui em casa, talvez um dos toques favoritos das minhas meninas seja as massagens nos pés. Um dos rituais mais marcantes na minha casa são as massagens podais antes de ir dormir. Adoro esse serviço de amor.

Quando estudava a Massagem Integrativa de Agnes Geöcze, neta do Pethö Sândor, psicólogo corporal criador da técnica chamada de Calatonia, tivemos um capítulo inteiro sobre Reflexologia e o cuidado do homem através do toque nos seus pés.

A Reflexologia ensina que na planta dos pés e mãos há terminações nervosas e vasculares que tiveram origem nas principais partes do resto do corpo, de modo que tocando determinados pontos ali é possível estimular e influenciar órgãos correlatos.

Mas é só quando colocamos a mão na massa que começamos a desvendar os mistérios desse serviço terapêutico corporal.

Quando massageamos os pés de alguém encontramos lugares onde o toque é macio e suave, e outros onde há calosidades e/ou obstáculos, por exemplo, como se fossem grãos de areia por debaixo da pele.

Os grãos de areia falam de zonas reflexas com acúmulo de impurezas e/ou com pouca capacidade de retorno vascular, onde o fluxo dos líquidos do corpo é limitado ou insuficiente. Já os calos, grandes e pequenos, falam de regiões dos pés que estão sobrecarregadas de pressão, onde há necessidade de uma camada extra de pele e proteção.

Nossa pisada é sempre modulada pela organização geral da postura do nosso corpo, sendo que, do mesmo modo como há diferenças visíveis na organização corporal de uma pessoa para outra, também nossos pés são usados de formas diferentes.

Sapatos inadequados podem gerar calosidades, mas há calos nos nossos pés que independem da nossa escolha de calçados. E é aqui que temos algo para revelar da parte da Psicologia Corporal.

Calos evitam a estimulação de áreas sensíveis do nosso corpo.

Através de pequenos calos evitamos ser estimulados em regiões corporais onde guardamos significados importantes, mas dolorosos, em geral.

Nunca me esqueço do sonho de uma paciente, que após receber seu primeiro toque nos pés teve o sonho de um grande estupro. No contexto do seu trabalho psicoterapêutico corporal, ficou claro que na verdade o toque nos pés havia alcançado regiões emocionais, ligadas ao corpo, que costumavam estar guardadas e desatendidas, representando um avanço indesejado, embora necessário, na direção da tomada de consciência do conteúdo subjetivo primordial relacionado com a sua dor.

A cura psicoterapêutica corporal é um corpo e uma mente que voltam a funcionar completamente e em harmonia. E isso requer a vitória sobre barreiras antigas, que já não são mais necessárias, pois não oferecem mais proteção significativa e/ou útil.

Calinhos protegem a nossa consciência de emoções fortes e desagradáveis, e expressam pequenas limitações para o funcionamento do nosso corpo.

“Como são formosos os pés dos que anunciam boas notícias”, diz um provérbio cristão.

Trate seus calinhos com respeito e imagine sempre que eles podem estar guardando a sua sensibilidade/percepção de tesouros subjetivos, bem como da sua reabilitação física/corporal.

Hoje vivemos tempos de grande desconexão e perda do amor. Mas a família existe para ser um lugar onde há segurança para cuidarmos e interferirmos positivamente nas vidas uns dos outros.

Meu desafio de hoje: aprendam/reaprendam a massagear os pés uns dos outros. Eu já vi muita Reflexologia se transformar em portais para a cura emocional e a restauração da saúde física.

Cuidar dos pés dos seus familiares pode restabelecer uma conexão que jamais deveria ter sido perdida.

Toques terapêuticos são demais!

Uma boa semana a todos!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, psicólogo corporal, CRP 06/89471, e o fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

 

Tocando atletas

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco hoje aqui sobre o uso de Toques Terapêuticos para atletas.

A prática esportiva, recreativa ou profissional, requer das pessoas um desempenho físico com movimento, força, destreza e precisão. Temos a “máquina” humana aquecida e operando com capacidade alta por um considerável intervalo de tempo.

Para o atleta, a capacidade, harmonia e cadência respiratórias são fundamentais para garantir o melhor desempenho possível nas atividades aeróbicas e também naquelas de foco e exatidão. Por outro lado, o controle sobre as contrações musculares do corpo e sua alternância com estados de relaxamento é exigida.

Recentemente, com o avanço da ciência da Psicologia, têm-se descoberto mais e mais sobre a íntima relação entre os estados mentais dos atletas e sua performance esportiva. Temos o uso de música para auxiliar a coordenação motora e ativar a inteligência para o movimento. Também os trabalhos de condicionamento operante, perscrutando a essência da sequência rítmica corporal e combinações necessárias para a perfeição da ação. Além disso, temos ainda os trabalhos com as emoções e subjetividade dos atletas, alcançando o coração das motivações e anseios relacionados com a escolha da modalidade esportiva e a psicologia da vitória, o significado que impulsiona a vencer.

O esporte é, sem dúvidas, algo fascinante e intrigante: é o esforço “não necessário” que revela a beleza e o poder humanos em um ambiente controlado. Ninguém “precisa” do esporte, no sentido profundo da carência humana, no entanto, a cultura dos homens privilegia tais atividades e torna esse “desnecessário” um fundamental.

Para que o homem possa se entregar de corpo e alma em uma prática esportiva, ele precisa de muita “alma”, um propósito essencial, vivo e verdadeiro, impulsionando o treino exaustivo e a infinita repetição.

Tendo dito todas essas coisas, vamos refletir sobre as contribuições dos Toques Terapêuticos para o atleta esportista.

Em primeiro lugar os Toques Terapêuticos, promovendo estados profundos de relaxamento, ensinam gradativamente o corpo do atleta a alternância voluntária e involuntária entre a tensão e o relaxamento. Por incrível que pareça, há níveis de relaxamento que já não conseguimos mais alcançar à medida em que envelhecemos, o que acaba prejudicando a nossa potência física. Quanto mais profundo o relaxamento das fibras musculares, maior a força que ela pode produzir com sua contração.

Depois, os Toques Terapêuticos podem ser pivôs da melhora significativa da qualidade de sono dos atletas, cooperando, assim, para que alcancem sua melhor capacidade regenerativa entre uma partida/treino e outra.

Temos ainda que os Toques Terapêuticos favorecem a elaboração de conteúdos psicológicos dolorosos, promovendo, assim, gradativas transformações psíquicas que fazem dos atletas melhores companheiros de equipe, líderes motivados em ação, pessoas mais amorosas e comprometidas com suas famílias, companheiros de time e técnicos ou treinadores, e modalidade esportiva.

Como os Toques Terapêuticos tendem a afetar positivamente a capacidade respiratória dos atletas, acabam lhes proporcionando uma maior coordenação e harmonia motoras, além de uma melhora da circulação dos líquidos do corpo, da pressão sanguínea e do equilíbrio da sua produção hormonal.

Todo atleta deveria ter o seu próprio terapeuta corporal. Isso evitaria muitas lesões físicas e emocionais nessa longa jornada de aperfeiçoamento pessoal e conquistas humanitárias.

Projeto Terapêutico Toque Divino desenvolve um trabalho específico para esse público.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.