Sintomas do Transtorno Bipolar

Bom dia a todos!

Hoje temos a segunda parte da entrevista da Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro, Psiquiatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Membra da Comissão Científica da ABRATA para o Espaço Online da Jovem Pan News falando sobre os sintomas apresentados pela pessoa bipolar. Ela é autora dos livros O Médico como Paciente Suicídio: Estudos Fundamentais.

As duas polaridades afetivas nesse transtorno de humor são: a depressão e a mania.

O Trastorno Bipolar é uma doença crônica cíclica que evolui por fases; afeta de 1 a 5% da população; tem pico de início entre 15 a 30 anos; leva de 5 a 10 anos para se ter um diagnóstico correto; e leva a frequentes hospitalizações.

A Dra. Alexandrina começa esse bloco descrevendo os sintomas dos episódios de mania. E explica que o Transtorno Bipolar Tipo 1 é aquele em que a pessoa, além dos episódios depressivos, tem episódios de euforia plena, enquanto o Tipo 2 alterna episódios de depressão com a hipomania, que são estados eufóricos menos intensos. Ainda haveria o Transtorno Bipolar de Estado Misto, que é quando a pessoa manifesta depressão e euforia simultaneamente, acometendo cerca de 1/3 da população doente.

Em todos os casos, ele gera prejuízos para as pessoas em todos os âmbitos da sua vida: problemas pessoais, conjugais, familiares; promiscuidade; problemas profissionais e perda de emprego; desastre financeiro; abuso de álcool e/ou outras drogas; mortalidade cardiovascular aumentada e outros danos ao organismo, como disfunções hormonais, endócrinas, imunológicas e até neurológicas; e promove alto índice de suicídio.

O diagnóstico correto, contudo, é algo muitas vezes difícil de se fazer, mesmo para profissionais experientes, e em alguns casos pode levar até 10 anos para o acerto. Múltiplas avaliações e um trabalho contínuo são necessários na maioria das vezes.

Embora ainda não se tenha a perspectiva de uma cura definitiva para esse transtorno mental, é possível com a ajuda do arsenal médico disponível alcançar um controle sobre essa condição de doença mental, ajudando os pacientes a permanecerem a maior parte do tempo em estados de eutimia, que é quando se tem estados de humor equilibrados e distantes dos picos maniacos-depressivos.

Não é comum um paciente em estados maníacos ficar agressivo e promover prejuízos diretos a terceiros, como se imagina. Mas o paciente em estados depressivos, por outro lado, tende a voltar a sua agressividade contra si mesmo aumentando bastante o risco de ideação suicida.

O que é comum a todos os estados patológicos do Transtorno Bipolar, no entanto, é a impulsividade exacerbada, às vezes associadas a comorbidades, como o abuso de drogas, o que agrava ainda mais o problema mental. Por exemplo, aproximadamente 60% das pessoas com Transtorno Bipolar são dependentes de álcool, aponta a Dra. Alexandrina. E a origem do vício nesses casos parece estar associada à depressão inicial que geralmente marca o começo desse transtorno.

Ela explica que os pacientes tendem a passar 70% do tempo em estados depressivos e apenas 30% em estados maniacos ou hipomaníacos. E pontua que drogas como anfetaminas, usadas em tratamentos de emagrecimento principalmente por mulheres, também estão associadas ao desenvolvimento de quadros maníacos ou hipomaníacos.

A importância dos estabilizadores de humor é grande para o controle dos transtornos de humor e são apontados como um recurso terapêutica necessário para os casos de Transtorno Bipolar.

Esse é o comentário apenas do 2º bloco, mas vale à pena conferir a entrevista na íntegra!

A Dra. Alexandrina M. A. S. Meleiro é uma excelente profissional de Saúde Mental.

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.