Abre a janela

Bom dia a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que conscientes da importância e relevância de darem tempo e ouvidos às suas crianças.

Hoje vamos assistir a um vídeo infantil da Rebeca Nemer, esposa do Paulo César Baruk, abordando o tema da hospitalização e tratamento médico.

“Tenho feito terapia, terapia intensiva. Não pode faltar o amor, o amor que gera vida”.

Que o SENHOR Deus abençoe a sua vida e família!

Eu acredito em milagres!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, músico cristão.

O que é esclerose múltipla?

Boa tarde a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que aprendendo a desenvolver um estilo de vida à prova de doenças!

Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a esclerose múltipla, aprendendo o Dr. Charles Peter Tilbery, médico neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein, nesse curto vídeo institucional.

Os avanços das ciências médicas representam a criação de bálsamos cada vez mais completos para todo tipo de enfermidade. Queremos melhorar a nossa qualidade de vida e condições de enfrentamento das nossas doenças, e prolongar os nossos dias. Nossos médicos estão lutando por isso!

Tenham todos uma boa semana! E que o SENHOR Deus abençoe os nossos passos!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, editor.

Compreendendo calinhos

Boa tarde a todos!

Como vão vocês e suas famílias? Espero que tomando o tempo para se tocarem terapeuticamente cotidianamente, pois ninguém pode tocar sua família tanto quanto você!

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre calinhos ou calos que aparecem no nosso corpo.

Apesar da expectativa geral de que “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”, na minha casa toco mais do que todos os outros através do meu trabalho. Minha família recebe do melhor dos meus dons e talentos, porque isso é algo que lhes faço com alegria.

Aqui em casa, talvez um dos toques favoritos das minhas meninas seja as massagens nos pés. Um dos rituais mais marcantes na minha casa são as massagens podais antes de ir dormir. Adoro esse serviço de amor.

Quando estudava a Massagem Integrativa de Agnes Geöcze, neta do Pethö Sândor, psicólogo corporal criador da técnica chamada de Calatonia, tivemos um capítulo inteiro sobre Reflexologia e o cuidado do homem através do toque nos seus pés.

A Reflexologia ensina que na planta dos pés e mãos há terminações nervosas e vasculares que tiveram origem nas principais partes do resto do corpo, de modo que tocando determinados pontos ali é possível estimular e influenciar órgãos correlatos.

Mas é só quando colocamos a mão na massa que começamos a desvendar os mistérios desse serviço terapêutico corporal.

Quando massageamos os pés de alguém encontramos lugares onde o toque é macio e suave, e outros onde há calosidades e/ou obstáculos, por exemplo, como se fossem grãos de areia por debaixo da pele.

Os grãos de areia falam de zonas reflexas com acúmulo de impurezas e/ou com pouca capacidade de retorno vascular, onde o fluxo dos líquidos do corpo é limitado ou insuficiente. Já os calos, grandes e pequenos, falam de regiões dos pés que estão sobrecarregadas de pressão, onde há necessidade de uma camada extra de pele e proteção.

Nossa pisada é sempre modulada pela organização geral da postura do nosso corpo, sendo que, do mesmo modo como há diferenças visíveis na organização corporal de uma pessoa para outra, também nossos pés são usados de formas diferentes.

Sapatos inadequados podem gerar calosidades, mas há calos nos nossos pés que independem da nossa escolha de calçados. E é aqui que temos algo para revelar da parte da Psicologia Corporal.

Calos evitam a estimulação de áreas sensíveis do nosso corpo.

Através de pequenos calos evitamos ser estimulados em regiões corporais onde guardamos significados importantes, mas dolorosos, em geral.

Nunca me esqueço do sonho de uma paciente, que após receber seu primeiro toque nos pés teve o sonho de um grande estupro. No contexto do seu trabalho psicoterapêutico corporal, ficou claro que na verdade o toque nos pés havia alcançado regiões emocionais, ligadas ao corpo, que costumavam estar guardadas e desatendidas, representando um avanço indesejado, embora necessário, na direção da tomada de consciência do conteúdo subjetivo primordial relacionado com a sua dor.

A cura psicoterapêutica corporal é um corpo e uma mente que voltam a funcionar completamente e em harmonia. E isso requer a vitória sobre barreiras antigas, que já não são mais necessárias, pois não oferecem mais proteção significativa e/ou útil.

Calinhos protegem a nossa consciência de emoções fortes e desagradáveis, e expressam pequenas limitações para o funcionamento do nosso corpo.

“Como são formosos os pés dos que anunciam boas notícias”, diz um provérbio cristão.

Trate seus calinhos com respeito e imagine sempre que eles podem estar guardando a sua sensibilidade/percepção de tesouros subjetivos, bem como da sua reabilitação física/corporal.

Hoje vivemos tempos de grande desconexão e perda do amor. Mas a família existe para ser um lugar onde há segurança para cuidarmos e interferirmos positivamente nas vidas uns dos outros.

Meu desafio de hoje: aprendam/reaprendam a massagear os pés uns dos outros. Eu já vi muita Reflexologia se transformar em portais para a cura emocional e a restauração da saúde física.

Cuidar dos pés dos seus familiares pode restabelecer uma conexão que jamais deveria ter sido perdida.

Toques terapêuticos são demais!

Uma boa semana a todos!

Atenciosamente,

Rafael Caldeira de Faria, psicólogo corporal, CRP 06/89471, e o fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

 

Preparação pré-cirúrgica

Bom tarde a todos! Como estão vocês e suas famílias?

Gostaria de lhes falar hoje aqui um pouco sobre o uso da psicoterapia corporal em preparações pré-cirúrgicas.

A psicoterapia corporal do Projeto Terapêutico Toque Divino consiste em uma abordagem psicoterapêutica que se utiliza de toques terapêuticos, produzindo benefícios físicos e psicológicos simultaneamente.

Por exemplo, vemos o tônus muscular dos pacientes gradativamente sendo modulado de maneira equânime: regiões hipotensas voltando a ter tensão homeostática e regiões hipertensas também. Além disso temos observado que aqueles que recebem toques terapêuticos costumam ter a circulação dos líquidos do corpo e a regulação da produção hormonal favorecidos.

Por outro lado, o trabalho corporal geralmente produz um efeito psicológico positivo, pois as memórias emocionalmente significativas estão ligadas a processos corporais de modo que o desenvolvimento psicológico deixa suas marcas no nosso corpo. Assim, mediante os toques terapêuticos e à escuta psicoterapêutica temos verdadeiras revoluções do ser: muitos alcançam a libertação de graves bloqueios emocionais/psicológicos.

Quando nos aproximamos do momento em que nos submeteremos a um procedimento cirúrgico, muitas coisas passam dentro do nosso interior: geralmente temos a dor, que não raramente já estamos carregando há algum tempo; temos a ansiedade por estarmos às portas de uma experiência nova que pode dar certo ou não; e por fim temos que lidar com o medo da morte, pois nenhuma intervenção desse tipo é totalmente segura.

Hoje em dia a Medicina funciona muito bem graças às novas tecnologias de recursos anestésicos, de modo que somos postos para “dormir”, para nada ver, sentir nem atrapalhar. Mas a verdade é que estamos lá e sofremos de fato todo o dano do procedimento cirúrgico.

Meu pai é Médico e cirurgião obstétrico. Ele me ensinou que é de praxe administrar medicamentos antiácidos após procedimentos cirúrgicos nos pacientes porque a “luta” cirúrgica gera muitíssimas tensões, defesas corporais.

Por causa dessas coisas a psicoterapia corporal pré-cirúrgica ganha um valor excepcional.

Pacientes que são tocados adequadamente e conduzidos em um processo psicoterapêutico anterior ao procedimento cirúrgico acabam se tornando mais aptos a receberem bem a cirurgia, os anestésicos e demais medicações; oferecem menos resistência física a essa intervenção; geralmente sangram menos; e tendem a se recuperar melhor de todo o acontecido.

Em muitos casos recomendo a preparação pré-cirúrgica com a psicoterapia corporal que pode ser administrada no dia da cirurgia, mas também no mês anterior à data marcada. De 1 a 4 sessões psicoterapêuticas corporais podem fazer toda a diferença para o paciente e a equipe médica.

O que temos em mente ao intervir antes da cirurgia marcada é zelar pela vida do paciente e abençoá-lo para sua melhor possibilidade de passar por aquilo que está por vir.

Eu acredito profundamente na psicoterapia corporal! Ela não é tudo, nem oferece garantias de vida, mas é uma excelente parceira para a busca da saúde e da saúde mental!

Obrigado por ouvir!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.

O toque gentil

Boa tarde a todos!

Gostaria de lhes falar um pouco sobre o toque gentil hoje aqui.

“Toque gentil” era o modo como a Sra. Marion Rosen, Fisioterapeuta, falava sobre o toque que ela ministrava através do The Rosen Method Bodywork. Tudo começava com um suave “pouso” de mãos amorosas em uma parte do corpo dos seus pacientes.

Nas suas aulas, ela costumava introduzir o seu trabalho corporal dando aos seus alunos a oportunidade de experimentar: um se assentar em uma cadeira e o outro, por detrás dele, suavemente pousar suas mãos sobre seus ombros, só que prestando a atenção ao ser tocado e ao tocar um ao outro.

“Posso tocar em você?” é a pergunta por detrás desse trabalho que, eu diria, é o trabalho do amor.

O respeito sobre todas as coisas é a ferramenta que transforma essa experiência terapêutica em algo sagrado, sacralizável.

Muitos dos pacientes da Sra. Marion relatavam que por meio desse tratamento encontraram uma experiência de amor profundo e, assim, uma conexão espiritual.

O toque gentil é um toque de paciência, sensibilidade e contato íntimo. Não é íntimo porque é sensual, pois não é, mas é íntimo porque penetra até a vulnerabilidade do ser com intenções boas de cuidado, interesse, respeito e amor.

Gosto muito de trabalhar com esse tipo de toque, mas não é sempre que ele é o mais adequado ou aquele que convém para a promoção da Saúde Integral. Às vezes é preciso preencher e relaxar os caminhos neurais e vasculares, mas esse não é o melhor tipo de toque para isso.

A ação do toque gentil é principalmente alcançar o corpo emocional, ou seja, através do toque físico ativar a memória emocional que os órgãos, pele e tecidos corporais guardam dos eventos significativos da história de vida de cada um de nós.

As mãos de outro ser humano sobre o nosso corpo de uma maneira paciente, bondosa, calma e, especialmente, presente para nós, não somente fisicamente, mas também espiritualmente, faz toda a diferença nos processos de cura psicológica, que tanto nos interessam.

Como nos livrar dos cativeiros guardados pelas memórias corporais negativas e dolorosas? Gosto muito do toque gentil, quando o trabalho a ser feito é de motivo psicológico.

A técnica é simples: deve-se tocar o paciente com bastante respeito e leveza de mãos. Não se deve ficar apertando ou acariciando o corpo do outro, mas pacientemente se espera pelo aprofundamento da conexão da palma e dedos das mãos com o corpo tocado. À medida que passa o tempo, as mãos do terapeuta se ligam ao corpo do paciente e, a partir dessa boa qualidade de contato, então se move o corpo do paciente delicadamente, identificando com a ponta dos dedos e palma das mãos os lugares onde o corpo do outro apresenta uma rigidez mais proeminente.

Onde seguramos com mais força, guardamos o que nos é mais caro. Debaixo das tensões involuntárias do corpo ficam guardados os motivos principais para o nosso modo de ser e agir.

Às vezes o que temos protegido com a maior guarda é o nosso “deus”, uma memória de dor e violência incompreendida, mas poderosa para nos fazer ver o mundo inteiro de uma maneira dolorosa e deturpada. Por outro lado, existem tesouros no nosso interior que nos conectam com as outras pessoas e nos abrem interiormente para a experiência da compaixão.

“Por que é tão bom quando somos tocados assim?”, indagava a Sra. Marion. E a resposta é porque os toques humanos bons são parte de uma rotina de saúde e vida. Toques bons são sine qua non para a inteligência, o crescimento celular e a defesa contra agressores (sejam micróbios ou espíritos humanos maus).

Estudando um pouco de neuroquímica juntamente com a observação clínica chegamos ao entendimento de que o toque humano bom favorece a produção da oxitocina (hormônio relacionado com a experiência de acolhimento e segurança emocional) e a neurotransmissão da acetilcolina (neurotransmissor responsável pela diminuição da frequência cardíaca, aumento da motilidade visceral e o aprendizado cognitivo, transformação da memória e inteligência). Acredito inclusive que o trabalho com esse tipo de toque pode influenciar positivamente a regulação do ciclo glutamatérgico (estimulante do Sistema Nervoso Central), podendo contribuir positivamente em casos de doenças neurodegenerativas (mas essa é a conversa que terei algum dia em meu projeto de Doutorado, hehehe…).

Por hora, basta dizer que o treino do toque gentil gera um dom excelente! Muitíssimo útil como coadjuvante em tratamentos psicológicos (em primeiro lugar), mas também físicos.

Recomendo pelo menos uma experiência de toque gentil por semana, mas o ideal é que se tenha pelo menos uma delas por dia.

Comece simples: peça para seu cônjuge ou pai colocar suas mãos sobre seu corpo por 10min cronometrados no relógio ou aplique suas próprias mãos sobre seu corpo dessa maneira. Em algum tempo você perceberá pensamentos mais lúcidos e especialmente memórias subjetivas mais conscientes e passíveis de elaboração.

O toque gentil é uma bênção! Hehehehe…

Um abraço a todos! Tenham uma boa semana!

Atenciosamente,

Dr. Rafael Caldeira de Faria, Psicólogo Corporal, CRP 06/89471, e o Fundador do Projeto Terapêutico Toque Divino.